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sábado, 9 de julho de 2011

Yokohama Marinos vence o Júbilo Iwata fora de casa e segue na cola do líder

J-League 2011 - 3ª Rodada - Júbilo Iwata 1x2 Yokohama Marinos
09/07/2011 - Yamaha Stadium, Iwata - Público: 11.226
17' Nasu [1x0]
34' Watanabe [1x1]
51' Nakamura [1x2]

Nakamura definiu a vitória do Yokohama Marinos / J.League Photos

O Júbilo Iwata havia começado a temporada acima das expectativas, mas seus últimos resultados mostraram que o time vai ter dificuldades em terminar a temporada numa boa posição. A surpreendente vitória por 3x0 contra o líder Kashiwa Reysol fora de casa foi a única vez neste ano que o Júbilo venceu uma equipe que está lutando na parte de cima da tabela. As outras vitórias foram contra Ventforet Kofu, Montedio Yamagata, Avispa Fukuoka (três vezes!) e Vissel Kobe. Uma vitória em casa contra o vice-líder era tudo que o torcedor queria para acreditar que seu time pode brigar também com os grandes. Mas não foi o que aconteceu no Yamaha Stadium.

O Yokohama Marinos, que começou a temporada como uma incógnita, não só briga pela ACL como é um real candidato ao título. Em seu segundo ano no comando, Kazushi Kimura vem colhendo os frutos da renovação do elenco tricolor. Apesar de derrotas recentes para os adversários diretos Kashiwa Reysol e Gamba Osaka, o Marinos vem embalado com uma sequência de quatro vitórias e a expectativa de assumir a liderança nas próximas rodadas, visto que os próximos confrontos são contra Montedio Yamagata, Omiya Ardija e Vissel Kobe.

Júbilo num 4-4-2 tradicional e Marinos num 4-4-2 com o meio-campo em diamante

Desde a primeira rodada, Kimura vinha com o "dilema" de escolher dois titulares entre Watanabe, Oguro e Ono, sempre jogando sem uma dupla de ataque fixa. Desta vez, com o desfalque do suspenso Taniguchi, o técnico resolveu escalar os três juntos, com Ono fazendo o papel do meia mais avançado no diamante.

Apesar de um jogo equilibrado no primeiro tempo, o Júbilo conseguiu criar mais chances e abriu o placar aos 17 minutos, com uma jogada de Komano pelo lado direito. O cruzamento do lateral foi desviado mas a bola sobrou na entrada da área para o capitão Nasu, que chutou forte de primeira. Akimoto alcançou a bola e deveria ter feito a defesa, mas ele acabou rebatendo para dentro do próprio gol: 1x0. Akimoto, aliás, mostrou por que não é titular: com dificuldade em sair do gol e encaixar a bola, em pelo menos mais duas ocasiões ele deu rebote e quase se complicou novamente.

O Marinos conseguiu o empate em sua primeira (e única) grande chance no primeiro tempo. Em uma rápida troca de passes, Watanabe recebeu a bola de Kobayashi na entrada da área, dominou e chutou cruzado. Kawaguchi caiu para fazer a defesa e rebateu, mas a bola acabou batendo na trave e entrando: 1x1. Foi a terceira partida consecutiva que Watanabe deixou sua marca - ele agora tem 6 na temporada e vai se firmando como artilheiro do time.

Logo no início do segundo tempo, Ono recebeu um lançamento na grande área. Ele estava marcado e sem ter pra onde passar. A melhor opção provavelmente era um passe para trás, mas mesmo assim o zagueiro Fujita tentou um carrinho e acabou cometendo um pênalti desnecessário que custou caro. O veterano Kawaguchi estava no gol. Ele até adivinhou o canto e por pouco não defendeu mas, para o azar dele, quem cobrou foi outro antigo ídolo da seleção, Shunsuke Nakamura, que bateu muito bem e fez o gol da virada: 2x1.

Apesar de estar fora de casa, o Marinos continuou melhor no segundo tempo e chegou mais perto de fazer o terceiro do que o Júbilo de empatar. Nakazawa acertou o travessão depois de um escanteio. Na sequência, também num escanteio, Ono cabeceou para as redes, mas teve seu gol anulado por fazer falta no defensor adversário. Aliás, o camisa 10 de apenas 18 anos estava louco pra marcar o seu, e chutava de fora da área em qualquer oportunidade.

Masaaki Yanagishita, técnico do Júbilo, colocou os ofensivos Kanazono, Gilsinho e Funatani, mas não adiantou muito. Seu time teve apenas um chute a gol no segundo tempo, contra seis do Marinos. A melhor chance foi quando um cruzamento rasteiro passou na frente de Kanazono com o goleiro batido, mas o atacante não conseguiu alcançar por centímetros.

Com a vitória, o tricolore de Yokohama poderia até ter assumido a liderança, se o Kashiwa Reysol não tivesse vencido o Vegalta Sendai com um gol aos 48 do segundo tempo. Já o Júbilo caiu de 8º para 9º - quem passou na frente foi justamente o rival Shimizu - e tem uma sequência de jogos complicados pela frente, contra Cerezo, Urawa e Gamba.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Kashiwa Reysol 0x3 Júbilo Iwata: Líder é surpreendido em casa

Kanazono (17), Gilsinho (8) e Maeda comemoram / Foto: Ryota Yoshizawa

O Kashiwa Reysol, campeão da segunda divisão em 2010, começou esta temporada da mesma forma que terminou a anterior: vencendo, liderando o campeonato e também com o melhor ataque e a melhor defesa até o início desta rodada. É verdade que a maior parte dos seus jogos foi contra adversários medianos, fracos ou em má fase, mas a boa vitória por 2x0 contra o Yokohama Marinos fora de casa na última partida mostrou que o time do tecnico Nelsinho Baptista tem força pra brigar com os grandes também. Porém, o verdadeiro teste pra eles começa agora que a J-League entra numa sequência de dois jogos por semana e adversários mais duros estão pela frente. E o resultado de hoje foi preocupante para o torcedor.

O Júbilo é outro time que vem surpreendendo este ano. Em 2010, apesar do título da Copa Nabisco, a campanha na J-League não foi das melhores, com um modesto 11º lugar. Para esta temporada, o time pouco se reforçou e parecia ainda pior que no último ano. Mas graças à boa atuação de seus novos talentos combinado com a experiência dos veteranos, o time está brigando na parte de cima da tabela. Depois de perder para o atual campeão Nagoya Grampus (que finalmente está acordando para o campeonato) com um gol nos últimos minutos, o Júbilo foi até Kashiwa e surpreendeu o líder Reysol com uma vitória incontestável.

A formação inicial das equipes

Os dois times jogam no 4-4-2 e vieram desfalcados de jogadores importantes que estão na seleção olímpica: pelo Kashiwa, o lateral direito Hiroki Sakai; pelo Júbilo, o meia Kosuke Yamamoto e o atacante Ryohei Yamazaki.

Os visitantes abriram o placar numa falha de Murakami, justamente o lateral que substituía Sakai. Komano cruzou pelo lado direito do ataque, Murakami errou o tempo de bola e deixou ela passar na sua frente; Kanazono - mais um jovem atacante, de 22 anos, que vem impressionando nas poucas chances que teve até agora - foi mais esperto e aproveitou para dominar e chutar cruzado de perna esquerda, sem chances para o goleiro: 1x0. No final do primeiro tempo, o Júbilo ampliou em mais uma falha da defesa; Komano de novo cruzou pela direita e Maeda apareceu livre na pequena área: 2x0.

No segundo tempo, o placar foi definido numa jogada que começou com o goleiro Kawaguchi. Ele saiu jogando com o lateral esquerdo, Park Joo-Ho, que foi avançando sem marcação até a entrada da área e deixou Maeda mais uma vez na cara do gol: 3x0. Se na seleção ele é contestado, a nível de J-League o atacante, que foi artilheiro em 2009 e 2010, não deixa a desejar: foi o sexto gol dele na liga, três a menos que o artilheiro Adriano, do Gamba Osaka, que tem 9. Méritos de Maeda nos dois gols que marcou, no primeiro por ter sido rápido para se desmarcar e correr na direção da primeira trave, recebendo o cruzamento livre na pequena área; no segundo, por ter corrido mais que o defensor adversário pra receber o passe perfeito na cara do gol. Sem dúvidas um dos melhores atacantes da J-League, mas que na seleção deixa a desejar.

Apesar da derrota, o Kashiwa ainda é o líder e tem tudo para se manter na frente, pois o próximo adversário é o lanterna Avispa Fukuoka, que conseguiu contra o Vissel Kobe o seu primeiro ponto depois de nove derrotas seguidas. Depois começa a prova de fogo: Gamba, Kofu, Cerezo, Vegalta, Hiroshima, Kawasaki, Kashima... É hora do time mostrar se vai brigar pelo título ou começar a cair na tabela. O Júbilo subiu para a 6ª posição e se prepara para uma partida difícil no fim de semana, fora de casa, contra o Kashima Antlers.

Confira os resultados da 15ª rodada:

Vegalta Sendai 2x1 Gamba Osaka
15/06/2011 - Yurtec Stadium, Sendai - Público: 14.519
53' Sugai [1x0]
65' Adriano [1x1]
86' Akamine [2x1]

Kashima Antlers 0x1 Ventforet Kofu
15/06/2011 - Kashima Soccer Stadium, Kashima - Público: 7.810
90'+2 Havenaar

Omiya Ardija 0x5 Kawasaki Frontale
15/06/2011 - NACK 5 Stadium, Saitama - Público: 7.003
41' Tasaka
44' Igawa
64' Kobayashi
71' Yajima
78' Yamase

Kashiwa Reysol 0x3 Júbilo Iwata
15/06/2011 - Hitachi Kashiwa Soccer Stadium, Kashiwa - Público: 7.803
20' Kanazono
45' Maeda
59' Maeda

Shimizu S-Pulse 2x1 Montedio Yamagata
15/06/2011 - Outsourcing Stadium Nihondaira, Shizuoka - Público: 10.745
68' Takahara [1x0]
88' Okubo [1x1]
90'+4 A. Brosque [2x1]

Nagoya Grampus 4x0 Albirex Niigata
15/06/2011 - Mizuho Athletic Stadium, Nagoya - Público: 6.793
28' Tamada
37' Kennedy
83' Kennedy
90'+3 H. Tanaka

Cerezo Osaka 0x1 Yokohama Marinos
15/06/2011 - Kincho Stadium, Osaka - Público: 9.098
81' Kim Kun-Hoan

Vissel Kobe 0x0 Avispa Fukuoka
15/06/2011 - Home's Stadium, Kobe - Público: 6.151

Sanfrecce Hiroshima 0x0 Urawa Reds
15/06/2011 - Hiroshima Big Arc, Hiroshima - Público: 13.707

Pos. Time Pontos  J   V   E   D   GP   GC   SG 
Kashiwa Reysol 22  10   7   1   2   18   7   11
Vegalta Sendai 20  10   5  5  0   13   8   5
Sanfrecce Hiroshima 19  10   5  4  1   13   7   6
Yokohama F. Marinos 18  10   5  3  2   18   10   8
Kawasaki Frontale 17  10   5  2  3   19   13   6
Júbilo Iwata 16  10   4  4  2   17   8   9
Nagoya Grampus 15  9   4  3  2   15   10   5
Vissel Kobe 15  10   4  3  3   10   8   2
Gamba Osaka 13  8   4  1  3   15   16   -1
10º Shimizu S-Pulse 13  10   3  4  3   12   15   -3
11º Omiya Ardija 13  10   3  4  3   10   16   -6
12º Ventforet Kofu 11  10   2  5  3   11   14   -3
13º Albirex Niigata 10  10   2  4  4   8   13   -5
14º Cerezo Osaka 8  9   1  5  3   10   10   0
15º Kashima Antlers 8  8   2  2  4   12   15   -3
16º Urawa Red Diamonds 8  10   1  5  4   10   13   -3
17º Montedio Yamagata 5  10   1  2  7   6   17   -11
18º Avispa Fukuoka 1  10   0  1  9   8   25   -17

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Guia dos brasileiros na J-League

Desde a criação da J-League e até um pouco antes, a importação de brasileiros tem sido constante no futebol japonês. Se hoje os clubes não têm dinheiro sobrando como na década de 90 para trazer craques do nível de Zico, Leonardo, Jorginho e Dunga, muitos deles continuam apostando suas fichas no talento brasileiro, que totalizam 27 dos 61 estrangeiros atualmente jogando na primeira divisão. Confira a lista com todas as nacionalidades, seguido dos jogadores e técnicos brasileiros na J1:

Brasil: 27
Coreia do Sul: 17
Coreia do Norte: 6
Austrália: 4
Croácia: 2
Colômbia, Montenegro, Estados Unidos, Geórgia e Egito: 1

Albirex Niigata


Michael (29 anos, meia): No Brasil passou por vários times, entre eles São Caetano, Corinthians, Avaí, Guaratinguetá, Ponte Preta e Coritiba. Chegou ao Japão em 2008 e disputou duas temporadas pelo JEF United. Está em Niigata desde 2010 e é titular.

Bruno Lopes (24 anos, atacante): Em 2010, disputou o Campeonato Goiano pelo Anapolina e a Série B pelo Vila Nova-GO, onde marcou 10 gols. Chegou em Niigata para a temporada 2011, é titular e a principal esperança de gols do Albirex.

Cerezo Osaka


Levir culpi (58 anos, treinador): Treinou diversos clubes brasileiros: Criciúma, Guarani, Cruzeiro, Atlético-MG, São Paulo, Palmeiras, Botafogo, Atlético-PR, entre outros. Já havia passado pelo Cerezo Osaka em 1997. Voltou em 2007 e em 2009 levou o time de volta à primeira divisão. Conseguiu um surpreendente terceiro lugar na primeira temporada na J1, classificando o Cerezo para a Liga dos Campeões da Ásia pela primeira vez em sua história.

Martinez (31 anos, meia): Defendeu Guarani, Internacional, Cruzeiro (jogou no time super campeão de 2003) e Palmeiras. Está no Cerezo desde 2009, onde é titular e peça importante do meio-campo.

Rodrigo Pimpão (23 anos, atacante): Jogou no Paraná Clube e no Vasco. Chegou ao Cerezo para a temporada 2011, como substituto de Adriano, que foi para o rival Gamba Osaka. É titular mas ainda visto com desconfiança, pois levou seis jogos para fazer seu primeiro gol na J-League. Em compensação, já balançou a rede quatro vezes na Liga dos Campeões da Ásia.

Gamba Osaka


Adriano (29 anos, atacante): Passou por Internacional e Vasco antes de chegar ao Cerezo Osaka em 2010, onde marcou 19 gols e foi o artilheiro do time na temporada. Em 2011, se transferiu para o Gamba e continua marcando seus gols: já fez 3 na Liga dos Campeões e é o artilheiro da J-League com 7.

Afonso (19 anos, atacante): Veio do Corinthians-AL, onde disputou a Série C em 2010. Tem aparecido no banco mas ainda não entrou em campo pelo Gamba.

Júbilo Iwata


Gilsinho (27 anos, atacante): Jogou em times do interior de São Paulo como Ituano e Paulista de Jundiaí antes de ser contratado pelo Júbilo Iwata em 2008. Marcou 30 gols nas três primeiras temporadas no Japão. Este ano tem sido reserva, mas sempre entrando no segundo tempo.

Kashima Antlers


Oswaldo de Oliveira (60 anos, treinador): No início da carreira como técnico, foi campeão Paulista e Brasileiro em 1999 com o Corinthians, além de vencer o Mundial da Fifa em 2000. Treinou vários outros times no Brasil e o Al-Ali do Qatar. Em 2007 chegou ao Kashima Antlers e já tem três títulos da J-League e um da Copa do Imperador. 

Alex (28 anos, lateral esquerdo): Começou a carreira no Cruzeiro e foi para o Japão em 2002, ainda com 18 anos. Defendeu Kawasaki Frontale, Avispa Fukuoka, Kashiwa Reysol, JEF United e chegou ao Kashima nesta temporada, onde tem jogado como titular.

Fellype Gabriel (25 anos, meia): Começou no Flamengo e chegou a jogar até na seleção brasileira sub-20. Passou também por Nacional (Portugal) e Portuguesa. Em 2010 foi contratado pelo Kashima e tem sido titular, apesar de não ser uma unanimidade entre os torcedores.

Carlão (24 anos, atacante): Sua carreira teve início no Bonsucesso, depois passou por clubes pequenos do Rio de Janeiro até ser contratado pelo União Leiria (Portugal) em 2009, onde ficou por dois anos e marcou 26 gols. Chegou ao Kashima em 2011 como a principal contratação da temporada, mas o atacante de 1,90 m ainda está devendo e não se firmou como titular.

Igor (18 anos, atacante): Jogou na base do CFZ, o time de Zico, e chegou ao Kashima este ano. Igor é filho de Alcindo, atacante que foi ídolo no Antlers em 1993 e 1994. Ele já chegou a aparecer no banco de reservas, mas ainda não fez sua estreia como profissional.

Kashiwa Reysol


Nelsinho Baptista (60 anos, treinador): Treinou inúmeros times no Brasil - destaque para o Corinthians, onde foi campeão Brasileiro em 1990 e também rebaixado em 2007, além do Sport, onde foi bicampeão Pernambucano e também venceu a Copa do Brasil - e já havia trabalhado no Japão entre 1994 e 1996, onde foi campeão da J-League e da Copa da Liga pelo Verdy Kawasaki (hoje Verdy Tokyo), e também entre 2003 e 2005, quando treinou o Nagoya Grampus. Chegou ao Kashiwa Reysol no meio do campeonato em 2009, quando não conseguiu evitar que o time fosse rebaixado. Porém, no ano seguinte venceu a J2 com sobras e agora faz uma excelente campanha na primeira divisão.

Jorge Wagner (32 anos, lateral esquerdo/meia): Começou a carreira no Bahia e jogou no Cruzeiro, Corinthians, Lokomotiv Moscow (Rússia), Internacional, Betis (Espanha) e São Paulo, onde mais se destacou e foi bicampeão Brasileiro em 2007 e 2008. Chegou ao Kashiwa em 2011 como a principal contratação para a temporada e tem feito grandes partidas atuando como lateral, marcando gols e contribundo para o excelente início de temporada do Reysol.

Leandro Domingues (27 anos, meia): Começou no Vitória e jogou lá a maior parte de sua carreira no Brasil. Passou também por Cruzeiro e Fluminense, até ser contratado pelo Kashiwa em 2010, onde foi um dos destaques e artilheiro do time no título da segunda divisão. Agora na J1, o camisa 10 continua como um dos principais jogadores do Reysol.

Roger (26 anos, atacante): Sua carreira teve início na Ponte Preta, depois passou por São Paulo e foi emprestado para vários outros clubes onde não conseguiu se firmar. Foi para o Kashiwa em 2010 e continua como reserva.

Kawasaki Frontale


Juninho (33 anos, atacante): Saiu do Palmeiras e chegou ao Kawasaki Frontale em 2003, quando o time ainda estava na segunda divisão. Depois de 319 jogos e 204 gols pelo Frontale (foi artilheiro da segunda divisão em 2004 e da primeira em 2007), Juninho está na nona temporada pelo mesmo clube. Já tentou se naturalizar japonês, mas acabou desistindo pela dificuldade em aprender o idioma.

Montedio Yamagata

Maicon (21 anos, meia): Defendeu União São João, Inter de Limeira, Braga (Portugal) e Rio Claro. Chegou ao Japão em 2011 e ainda não entrou em campo pelo Montedio.

Nagoya Grampus


Marcus Tulio Tanaka (30 anos, zagueiro): Nascido em Palmeira d'Oeste-SP, foi para o Japão ainda com 15 anos e fez toda sua carreira lá. Jogou no Sanfrecce Hiroshima, Mito Hollyhock, Urawa Red Diamonds e desde 2010 defende o Nagoya Grampus. Foi campeão da J-League duas vezes, da Liga dos Campeões da Ásia uma vez, da Copa do Imperador duas vezes, foi o melhor jogador da liga em 2006 e nos últimos sete anos sempre foi escolhido para a seleção do campeonato. Tem 68 gols na carreira, número incrível para um zagueiro. É naturalizado japonês e defendeu a seleção na Copa de 2010.

Alessandro Santos (33 anos, lateral esquerdo/meia): Nascido em Maringá-PR, foi para o Japão enquanto ainda era adolescente, assim como Tulio, seu companheiro de clube. Lá ele completou o ensino médio e começou a carreira no Shimizu S-Pulse, em 1997. Jogou também no Urawa Red Diamonds, Red Bull Salzburg (Áustria) e desde 2009 está no Nagoya Grampus. Foi campeão japonês duas vezes, da Copa do Imperador três vezes, da antiga Recopa uma vez e foi eleito o melhor jogador da liga em 1999. Naturalizou-se japonês em 2001 e jogou as Copas do Mundo de 2002 e 2006. Venceu também a Copa da Ásia de 2004 com a seleção.

Nota: Tulio e Alex Santos, por terem se naturalizado, pra todos os efeitos são considerados japoneses, e não mais brasileiros. De qualquer forma, vale a pena citá-los aqui. 

Omiya Ardija


Rafael (28 anos, atacante): Em sua carreira no Brasil, defendeu Ponte Preta, Palmeiras, Inter de Limeira e Marília. Jogou na Turquia entre 2005 e 2009 no Samsunspor e no Manisaspor, onde se naturalizou turco, adotando o nome Rafaet El Marques. Em 2009 voltou ao Brasil e jogou pelo Tombense-MG. No mesmo ano foi contratado pelo Omiya Ardija, onde é titular.

Urawa Red Diamonds


Marcio Richardes (29 anos, meia): Jogou por vários times pequenos no Brasil, e em 2006 foi contratado do São Caetano pelo Albirex Niigata, onde jogou por quatro temporadas. 2010 foi seu melhor ano: o meia marcou 16 gols na J-League e foi escolhido para a seleção do campeonato. Chegou no Urawa em 2011 com status de estrela, mas ainda não mostrou o bom futebol que jogava no Albirex. Ainda está devendo, assim como todo o time do Reds, que começou o ano muito mal.

Edmilson (28 anos, atacante): No Brasil, jogou apenas pelo Palmeiras, e foi contratado pelo Albirex Niigata em 2004. Desde então, jogou quatro temporadas pelo Albi e agora disputa sua quarta pelo Reds, que defende desde 2008. Em seus sete anos no Japão, já marcou 133 gols. Não vem fazendo uma boa temporada em 2011: apesar de ser titular, só fez seu primeiro gol na temporada depois de oito jogos.

Mazola (22 anos, atacante): O jogador, que defendeu o Guarani no Brasileirão 2010, ainda pertence ao São Paulo, e está emprestado ao Urawa até o início de 2012. Mazola vem sendo reserva, mas sempre entra no segundo tempo, tem jogado bem e já marcou seu primeiro gol, no empate em 2x2 contra o Kashima Antlers pela 12ª rodada.

Vegalta Sendai


Max Carrasco (27 anos, volante): No Brasil jogou por Marília, Grêmio Barueri, Noroeste e Ipatinga. Chegou ao Vegalta para a temporada 2011, mas por enquanto ficou apenas no banco.

Ventforet Kofu


Daniel (29 anos, zagueiro): Começou a carreira no Rio das Ostras-RJ, e passou por Goytacaz, Cabofriense, Mixto-MT, Paysandu, Ituano, Cruzeiro e São Caetano. Contratado pelo Ventforet em 2009, tem sido titular desde então.

Paulinho (28 anos, atacante): Jogou pelo Atlético-MG e, depois de rápidas passagens pela Arábia Saudita e pelo México, foi contratado pelo Kyoto Sanga em 2005, onde ficou por cinco temporadas. Voltou ao Brasil em 2009 e jogou pelo Sport, mas no ano seguinte retornou ao Japão, desta vez como jogador do Kofu, onde marcou 14 gols e ajudou seu time a subir para a primeira divisão. Este ano ainda não jogou muito, e uma distensão muscular o tem afastado dos últimos jogos.

Rudnei (26 anos, volante): Começou no Figueirense, chegou a jogar no Grêmio e disputou o Brasileirão 2010 pelo Avaí. Foi contratado em 2011 pelo Kofu e tem ficado apenas na reserva, sem muitas oportunidades de jogar.

Vissel Kobe


Rogerinho (26 anos, meia): Sua carreira teve início no Remo. Passou por vários clubes e foi contratado pelo Al Wasl dos Emirados Árabes, mas logo voltou ao Brasil, emprestado para o Fortaleza. Disputou a Série B 2010 pelo Bahia e chegou ao Vissel Kobe em 2011, onde jogou algumas partidas como titular, mas ainda não se firmou.

Botti (30 anos, meia): Revelado pelo Vasco, foi para a Coreia do Sul em 2002, onde defendeu o Jeonbuk Motors por cinco temporadas, ganhando até a Liga dos Campeões da Ásia. Foi para Kobe em 2007, onde costuma ser titular, mas ainda não jogou muito este ano.

Popó (32 anos, meia/atacante): No Brasil jogou por Bandeirante, Araçatuba e ADAP. Em 2005 foi para o futebol sul-coreano, onde defendeu o Busan I'Park e o Gyeongnam. Em 2008 foi emprestado para o Kashiwa Reysol e em 2010 foi contratado pelo Vissel Kobe, onde era titular. Este ano, porém, ainda não se firmou no time.

Fotos: sites oficiais dos clubes

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Técnico iraniano é chamado de terrorista por torcida adversária no derby de Shizuoka

Quando dois grandes rivais se enfrentam em um clássico regional, é normal as torcidas ficarem mais exaltadas e as provocações correrem de um lado a outro. Shimizu S-Pulse x Júbilo Iwata, também chamado de "derby de Shizuoka", é uma das maiores rivalidades do Japão. No duelo entre as duas equipes neste sábado, pela 13ª rodada da J-League, alguns torcedores do Júbilo passaram do limite entre uma provocação e um gesto que pode ser interpretado como ofensa racista.

"Ghotbi, pare de fazer armas nucleares" / Foto: Barry Valder

Na foto acima, está escrito na faixa que está no meio: "Ghotbi, pare de fazer armas nucleares". Uma mensagem direcionada a Afhsin Ghotbi, técnico iraniano do Shimizu, fazendo alusão ao programa nuclear do Irã. Uma "brincadeira" infeliz que deixou furiosa a torcida adversária e provocou muita confusão e empurra-empurra. No Japão, brigas nos estádios é algo que quase nunca acontece, até por isso o número de crianças, mulheres e famílias que vão aos jogos é muito grande. Até torcidas saem juntas no final das partidas sem que problema nenhum aconteça.

Desta vez, a situação por pouco não saiu do controle. Segundo Barry Valder, dono do blog UK Ultras e torcedor do Shimizu que presenciou a cena, alguns torcedores ficaram tão enfurecidos a ponto de dar a volta até o outro lado do estádio para reivindicar a faixa. A discussão teria durado meia hora e aconteceu antes do início da partida.

Vários torcedores do Shimizu, revoltados, invadiram a área da torcida do Júbilo / Foto: Calvin Bauzon

Dois adolescentes foram identificados como responsáveis pelos dizeres ofensivos e encaminhados para prestar esclarecimentos à polícia. "Fizemos sem pensar", disse um deles. O Júbilo Iwata pediu desculpas formalmente em um nota divulgada em seu site. O presidente do clube declarou que medidas serão tomadas para que isso não ocorra novamente. E antes que alguém pergunte, o jogo terminou 0x0.