domingo, 26 de setembro de 2010

Manchester City 1x0 Chelsea: Tévez mais uma vez é o carrasco do Chelsea

O Chelsea começou a temporada de forma arrasadora, impondo goleadas enquanto seus principais concorrentes - Manchester United, Arsenal, Liverpool e os emergentes Tottenham e Manchester City - perdiam pontos para os "pequenos". Foram cinco vitórias em cinco jogos: 6x0 West Brom, 6x0 Wigan, 2x0 Stoke City, 3x1 West Ham e 4x0 Blackpool. Sem contar os 4x1 contra o Zilina na Liga dos Campeões. A derrota para o Newcastle por 4x3 pela Copa da Liga foi uma surpresa. E agora, no primeiro duelo contra um dos "grandes", os Blues são derrotados jogando fora de casa.

Carlos Tévez deve estar muito mal falado em Stamford Bridge. Ele deixou sua marca nas últimas cinco vezes que enfrentou os Blues. O City ainda saiu vitorioso nas duas vezes que as equipes se enfrentaram na temporada passada.

O City no 4-2-3-1 e o Chelsea no 4-3-3

Com problemas nas laterais, o City jogou com o jovem belga de 19 anos, Boyata, na lateral direita e o argentino Zabaleta na esquerda. David Silva foi titular no lugar de Adam Johnson. No Chelsea, a maior ausência foi Frank Lampard, que se recupera de uma cirurgia de hérnia e deve perder mais duas partidas.

Foi uma partida bem defensiva onde os dois trios de meio-campos se anularam e poucas jogadas saíram de lá. Naturalmente, o Chelsea foi mais ao ataque, mas a excelente atuação defensiva do City se sobressaiu. Tévez sempre voltava pra buscar jogo, enquanto Drogba ficou mais isolado e teve atuação discreta. O marfinense acertou apenas três passes o jogo inteiro, e foi até substituído quando seu time estava perdendo.

O único gol veio de um contra-ataque aos 13 minutos do segundo tempo. Ramires - que foi um dos piores em campo - perdeu a bola para Milner ainda no campo de ataque, Tévez recebeu no meio-campo, correu até a entrada da área e, mesmo com a marcação de Ashley Cole, chutou cruzado; a bola bateu na trave e entrou.

Tevez, capitão e decisivo no City / Foto: Getty Images

O técnico Roberto Mancini escalou seu time para anular o melhor ataque do campeonato e jogar no contra-ataque. E conseguiu. "Fechamos todos os espaços pra eles e, quando tivemos chance, jogamos futebol", resumiu.

Para o Chelsea, fatou criatividade. E banco. O time de Carlo Ancelotti já tem um elenco reduzido e ainda não contou com os machucados Lampard, Kalou e Benayoun. Entraram no segundo tempo Zhirkov, Sturridge e McEachran, mas eles não melhoraram o time. Sem um "criador de jogadas", Drogba pouco pode aparecer. O City se aproxima do líder e o Chelsea percebe que a falta de elenco pode ser um grande problema na disputa do título.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Santos 2x3 Corinthians: Neymar Futebol Clube perde para o líder

O Corinthians venceu uma partida muito disputada e ameaça disparar na liderança do Brasileirão. Mesmo jogando na Vila Belmiro, o Timão teve mais posse de bola (61%) e ganhou o jogo com paciência e disciplina tática.

Santos no 4-4-2 e Corinthians no 4-2-3-1

Apesar de toda a turbulência envolvendo Neymar, parecia que já estava tudo normal com o Santos, que começou arrasador. Neymar logo no primeiro lance deixou Danilo na cara do gol, mas ele perdeu a chance e furou. Na sequência, ainda a 1 minuto de jogo, cobrança de escanteio e falha de marcação do Corinthians, que deixou Durval livre pra dominar a bola na segunda trave e fuzilar pro gol.

Mas os santistas pouco comemoraram. Aos 9 minutos, Jucilei faz grande jogada, deixou o zagueiro Bruno Aguiar no chão e deu a assistência pra Iarley empurrar pras redes na saída do goleiro Rafael.

O jogo estava bom. O Santos não sufocava mais e o Corinthians passou a criar boas chances. Mas quem marcou foi o Peixe, aos 27 minutos. Em jogada de contra-ataque, Marcel chutou cruzado, Júlio César deu rebote e Neymar não perdeu a chance de marcar.

Mesmo estando em desvantagem mais uma vez, o time de Adilson Batista não se desesperou. Continuou jogando da sua forma usual e empatou de novo aos 42 minutos, com gol de Elias e assistência de Bruno César.

No primeiro tempo, após a pressão inicial do Santos, o Corinthians foi controlando a posse de bola e trocava muitos passes mesmo quando perdia por 2x1. Há quem diga que posse de bola não signifique nada, que não adianta ter mais posse de bola se você está perdendo o jogo. Porém, é esse o estilo de jogo que já vem desde Mano Menezes e tem se mostrado efetivo. Movimentação, toque de bola e paciência. Não dá pra deixar de falar nas atuações dos volantes, que mais uma vez foram essenciais: Boquita implacável na marcação e Jucilei, mais solto, apoiando no ataque.

No segundo tempo, Bruno César e Jorge Henrique inverteram de posição, enquanto Iarley se movimentava bastante pelo campo. O Corinthians estava melhor, mas quem quase marcou foi o Santos, em cobrança de falta. No rebote, Júlio César fez milagre e salvou dois chutes à queima-roupa. Foi uma pena que o jogo acabou sendo decidido em um lance irregular. Aos 24 minutos, em jogada de bola parada, Jorge Henrique lança pra Danilo que, impedido, recebe livre pelo lado direito e cruza para Paulo André, também livre, marcar de cabeça.

O Peixe perdia em casa, mas, desorganizado, não conseguiu fazer a pressão que se esperava no fim do jogo. Neymar pouco pode fazer. Madson e Alan Patrick, que entraram no segundo tempo, também. No final, era a torcida corinthiana quem gritava olé na Vila Belmiro. O Corinthians jogou como campeão, está embalado e, se continuar assim, parece que o único rival na briga pelo título será o Cruzeiro de Cuca e Montillo.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

New York Giants 14x38 Indianapolis Colts: Irmão mais velho vence o "Manning Bowl"

Foto: NFL.com

Peyton Manning, 34 anos, quarterback do Indianapolis Colts. Está na sua 13ª temporada na NFL, tem 212 partidas seguidas como titular, foi eleito quatro vezes o melhor jogador (MVP) da temporada e venceu o Super Bowl em 2006. Um dos melhores jogadores de todos os tempos.

Eli Manning, 29 anos, irmão mais novo de Peyton e quarterback do New York Giants. Está na sua 7ª temporada e tem 96 partidas seguidas como titular. Sempre viveu à sombra do irmão, mas chegou ao mesmo patamar que ele em relação a títulos ao vencer o Super Bowl em 2007.

Seus times só se enfrentaram uma vez, em 2006, no antigo estádio Meadowlands. O irmão mais velho levou a melhor e o Colts venceu por 26x21 no confronto que ficou conhecido como "Manning Bowl". Quatro anos depois eles se enfrentam novamente, agora em Indianapolis.

  Os irmãos se cumprimentam antes do jogo / Foto: NFL.com

Peyton venceu mais uma vez, e o que se viu foi uma partida avassaladora do Colts. Não só os passes de Manning como também as corridas de Joseph Addai e Donald Brown funcionaram bem, o que deixou a defesa do Giants perdida. No intervalo, o placar já estava 24x0.

Apesar de não ter acertado nada no primeiro tempo, Eli até conseguiu fazer dois touchdowns de passe no segundo, mas seu ataque foi dominado pela defesa do Colts a maior parte do jogo. Os defensive ends Robert Mathis e Dwight Freeney acabaram com a linha ofensiva adversária. Mathis com 2 sacks e 1 fumble forçado e Freeney com 2 sacks e 2 fumbles forçados, um deles que resultou em touchdown. Os gigantes de Nova Iorque se apequenaram e o jogo acabou 38x14.

Veja os melhores momentos da partida:
http://www.nfl.com/videos/nfl-game-highlights/09000d5d81aae6cb/Peyton-the-better-Manning-in-Colts-win

domingo, 19 de setembro de 2010

Manchester United 3x2 Liverpool: Ou, melhor dizendo, Berbatov 3x2 Gerrard

O Manchester United, mais uma vez, parecia que ia sair de campo com um empate depois de estar vencendo o jogo. Mas a estrela do dia foi Berbatov, que marcou nos últimos minutos o seu terceiro gol na partida e salvou a equipe de Alex Ferguson. Uma vitória merecida contra um Liverpool pouco ousado que só chutou duas bolas no gol, justamente os dois marcados pelo capitão Gerrard em jogadas de bola parada, um de pênalti e outro de falta.

A formação inicial das equipes

O United veio a campo com um tradicional 4-4-2, com Rooney e Berbatov fazendo a dupla de ataque. Enquanto o búlgaro ficava mais dentro da área, o inglês voltava pra buscar jogo.

O Liverpool estava num defensivo 4-2-3-1. Chamou a atenção o posicionamento recuado de Gerrard, jogando como volante ao lado de Poulsen. Raul Meireles foi o armador logo à frente deles.

Roy Hodgson queria que seu time trocasse passes e mantivesse a posse de bola. Com uma vantagem de três contra dois no meio-campo, os Reds até trocaram mais passes que o adversário, mas Fernando Torres estava muito isolado na frente e nenhum cruzamento decente foi até ele. Como resultado, nenhum chute no gol no primeiro tempo e pressão do Manchester.

Apesar do domínio do time de Alex Ferguson, Scholes e Fletcher não tinham espaço no meio e poucas chances eram criadas. A única bola que foi na meta de Pepe Reina foi logo o primeiro gol, marcado por Berbatov de cabeça, em jogada de escanteio no final do primeiro tempo.

Nenhuma mudança foi feita pelos técnicos no intervalo. O Liverpool queria o empate e voltou mais ofensivo, mas ainda era o Manchester quem criava as melhores chances. Reina fez grande defesa cara a cara com Berbatov e Nani acertou a trave num chute na entrada da área. Até que, num lançamento longo de Fletcher, Nani recebe na linha de fundo e cruza pra área. Berbatov domina de costas pro gol e chuta de meia-bicicleta. Golaço.

O jogo parecia decidido. Hodgson finalmente resolveu mexer no time e colocou Ngog no lugar de Maxi Rodríguez. O francês jogou como um segundo atacante e o Liverpool mudou para um 4-4-2, com Meireles pela direita. E o primeiro gol dos Reds veio rápido. Evans derrobou Torres dentro da área em um pênalti totalmente evitável. Gerrard não desperdiçou e diminuiu o placar.

O gol de empate também veio de uma falta desnecessária, agora cometida por O'Shea. Torres mais uma vez é derrubado, só que agora fora da área. Gerrard bate e a bola passa no meio da barreira, sem chances pra Van der Sar. O empate era uma vitória para o Liverpool, que conseguiu dois gols graças a erros dos zagueiros do Manchester.

Era um jogo aberto e qualquer um poderia vencer. Acabou vencendo quem foi melhor e mereceu. O'Shea cruzou pela direita, Berbatov ganhou de Carragher e marcou seu hat-trick a seis minutos do fim.

Foi uma boa partida, mas os dois times mostraram pouco pelas pretensões que têm no campeonato. O United marcou três gols de cruzamento e não teve muita variação de jogadas. Rooney não foi mal mas está longe de ser brilhante como na temporada passada. Parece não ser o suficiente pra quem ambiciona ser campeão. O Liverpool marcou dois gols de bola parada aproveitando falhas dos zagueiros adversários. Mostrou muito pouco, desse jeito o time vai suar pra conseguir uma vaguinha na Liga Europa.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Fluminense 1x2 Corinthians: Taticamente superior, Corinthians consegue uma merecida vitória fora de casa

Em uma partida agitada, o Corinthians venceu o Fluminense no Engenhão, numa excelente exibição técnica e tática. Com um jogo eficiente, paciente, uma defesa segura e uma ótima atuação dos volantes, Adilson Baptista consegue uma vitória que deixa seu time muito perto de assumir a liderança do Campeonato Brasileiro.

 A formção inicial das equipes

Muricy Ramalho escalou seu time com três zagueiros e apenas Washington no ataque, em um 3-6-1. Adilson Baptista mandou a campo o seu 4-2-3-1. Bruno César começou pela esquerda, mas logo inverteu com Jorge Henrique e jogou mais pelo lado direito.

Jogando em casa, o Fluminense começou pressionando mais no início, mas sem criar muitas chances. Com Conca sumido, Washington se posicionando mal e Deco errando demais, o tricolor não conseguiu se impor no primeiro tempo. O Corinthians tocava a bola com paciência e foi premiado com um gol no finalzinho do primeiro tempo. Depois de uma cobrança de falta, a bola sobrou pra Elias, que mandou pra área de novo. A defesa tricolor falhou e deixou Jucilei dominar sozinho e chutar pro gol.

Para o segundo tempo, Muricy colocou o time no 4-4-2: saiu o zagueiro André Luis e entrou o atacante Rodriguinho. O time carioca estava mais ofensivo e quase empatou o jogo. Júlio César fez grande defesa cara a cara com Rodriguinho. Apesar disso, o time carioca mostrava desorganização e pouca movimentação.

Movimentação - foi assim, fazendo o que o Fluminense não fazia, que o Corinthians chegou ao segundo gol. Alessandro tabelou com Elias e ficou na cara do goleiro Fernando Henrique. Ele só tocou de lado pra Iarley, que empurrou a bola pras redes.

Mas o Flu não se entregou. Rodriguinho recebeu de Deco na área, chutou cruzado e Washington completou pra diminuir o placar. A equipe carioca tentou ir para o sufoco, mas sem organização e o placar ficou nisso.

A partida foi uma vitória dupla do 4-2-3-1: no primeiro tempo, contra o sistema de três zagueiros e no segundo, contra o tradicional 4-4-2. Paulinho e Jucilei fizeram excelente partida tanto na marcação quanto na saída de bola e apoiando o ataque. Principalmente Jucilei, que até marcou gol e está mostrando que sua convocação à seleção brasileira é merecida.

O Fluminense não está conseguindo ser eficiente com dois meias armadores. Muricy precisa encontrar uma forma de utilizar Deco e Conca ao mesmo tempo - ou ser mais radical e usar só um deles. Com apenas duas vitórias nos últimos oito jogos, o título pode ficar fora de alcance se o time não reagir rápido.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

UCL Preview - Grupo H: Arsenal, Shakhtar Donetsk, Braga, Partizan


Arsenal
O terceiro colocado da Premier League inglesa chega à Champions League pela 13ª vez consecutiva. Participar já é uma rotina, classificar-se para a segunda fase também; o problema vem depois. O fato do time nunca ter sido campeão e ter perdido a única final que disputou de forma dramática - para o Barcelona, em 2006 - incomoda os torcedores. O ataque é forte e só melhorou com a chegada do marroquino Chamakh. A defesa, por outro lado, ainda não inspira confiança, principalmente no gol. O elenco é jovem, mas o técnico Arsene Wenger diz que os garotos finalmente estão prontos pra vencer. Será?

Shakhtar Donetsk
O campeão ucraniano vem com boas chances de classificação. Eles nunca passaram da fase de grupos, mas já venceram a Copa da UEFA, em 2009. A equipe vai ter que superar a perda de um de seus principais jogadores, o brasileiro Fernandinho, que quebrou a perna e deve ficar de fora a temporada inteira. O brasileiro-croata Eduardo da Silva, recém contratado, também já sofreu uma lesão parecida e ainda não recuperou seu melhor futebol.

Braga
Os vice-campeões portugueses não são uma surpresa. O time chegou a liderar o campeonato português boa parte da temporada passada e eliminou equipes como Celtic e Sevilla com vitórias convincentes nas preliminares da Champions League. Eles são chamados de "Arsenalistas", pelo uniforme muito parecido com o time inglês que vão enfrentar logo na primeira rodada. Uma curiosidade é que há muito mais brasileiros que portugueses no elenco. Estreantes na competição continental, o Braga espera pelo menos chegar às oitavas.

Partizan
O campeão da Sérvia é o azarão do grupo. Um dos poucos que conseguiram chegar a esta etapa da Champions League depois de passar por três eliminatórias. Tinha mais tradição nas primeiras edições do torneio, quando chegou à final em 1966 e foi derrotado pelo Real Madrid. Não ficar em último lugar no grupo já seria uma excelente participação.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

UCL Preview - Grupo G: Milan, Real Madrid, Ajax, Auxerre


Milan
O Milan conseguiu a vaga com o terceiro lugar no campeonato italiano e mais uma vez caiu no grupo do Real Madrid. O segundo maior campeão da Champions League, com sete títulos, está renovando seu elenco e não é mais o "asilo" de jogadores como era chamado há pouco tempo. No papel é um time mais forte que ano passado e pode ganhar muito com Robinho e Ibrahimovic no ataque. Vai ser uma disputa acirrada pelo primeiro lugar no grupo.

Real Madrid
O vice-campeão espanhol é o maior vencedor da história da Champions League e vai lutar pelo décimo título na competição. Graças às decepcionantes participações recentes - foi eliminado nas oitavas de final nos últimos cinco anos -, o Real caiu no ranking da UEFA e não é um cabeça de chave. Logo, a tendência é que seu grupo seja o "grupo da morte". Como sempre, o time está cheio de estrelas - chegaram nomes como Ozil, Khedira, Ricardo Carvalho e Di Maria - e, com José Mourinho no banco as expectativas são ainda maiores. O português, que já foi campeão com Porto e Internazionale, quer ser o primeiro técnico campeão com três equipes diferentes.

Ajax
O vice-campeão holandês está de volta à Champions League depois de quatro anos. Com quatro títulos, é um dos maiores vencedores da competição. Mas, ao contrário de Milan e Real Madrid, o Ajax hoje é apenas uma sombra dos esquadrões vencedores que teve no passado. Com as defesas do goleiro Stekelenburg e os gols do artilheiro Luis Suárez, a equipe espera surpreender os favoritos, mas vai ser difícil irem além de um terceiro lugar no grupo.

Auxerre
O terceiro colocado do campeonato francês tem um time organizado e competente, mas, convenhamos, deu muito azar no sorteio. Esta é apenas a terceira participação do Auxerre em uma Champions League, que já chegou às quartas de final em 1997. Pelo menos o terceiro lugar parece ser possível.