sábado, 11 de setembro de 2010

Minnesota Vikings 9x14 New Orleans Saints: Campeões estreiam com vitória

Nesta última quinta-feira, dia 9 de setembro, começou a temporada 2010/2011 da NFL. O New Orleans Saints, atual campeão, recebeu o Minnesota Vikings. Apesar das expectativas de um jogo de muitos pontos, foram as defesas que predominaram e o Saints teve a vitória pelo menor placar em quatro anos sob o comando do técnico Sean Payton.

Drew Brees lidera o Saints na primeira vitória do ano / Foto: NFL.com

- Não estamos acostumados a vencer por 14x9, mas estamos acostumados a vencer. Só mostramos que podemos vencer de muitas formas diferentes - disse o quarterback Drew Brees após a partida.

O time de New Orleans começou marcando logo no primeiro drive. Com passes precisos, Brees marcou o primeiro touchdown do jogo em apenas dois minutos, em um passe para Devery Henderson. Depois disso, o que se viu foi as defesas dominando e muitos punts dos dois lados.

Aos 40 anos, Brett Favre se recusa a se aposentar e veio para mais uma temporada em Minnesota. Voltando de uma cirurgia no calcanhar, o quarterback mostrou tanto seu lado ruim - quando foi interceptado - quanto seu lado bom - quando marcou um belo touchdown num passe para Visanthe Shiancoe.

O Vikings vencia por 9x7 no intervalo, mas o Saints marcou mais uma vez logo no primeiro drive do terceiro quarto e o placar não se alterou mais. Não fossem dois field goals errados pelo kicker Garret Hartley, a vitória poderia ser um pouco mais tranquila.

Resta ver se Brett Favre pode continuar jogando no mesmo nível do ano passado e fazer uma boa temporada. E se Drew Brees vai escapar da "maldição do Madden" - quase todo ano, o jogador que é capa do jogo da EA Sports costuma fazer temporadas não muito boas. Veja no link abaixo os melhores momentos do jogo:

http://www.nfl.com/videos/nfl-game-highlights/09000d5d81a67e7c/Vikings-vs-Saints-highlights

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Santos 0x1 Botafogo: Loco Abreu decide aos 45 do segundo tempo

Os santistas não guardam boas lembranças de enfrentar o Botafogo no Pacaembu. Na última vez que isso aconteceu pelo Campeonato Brasileiro, na final de 1995, a partida terminou 1x1 e os cariocas foram campeões. Em 1998, um empate em 2x2 pelo extinto torneio Rio-São Paulo. Em 2010, mais uma vez o Peixe não conseguiu vencer e o Fogão continua invicto contra Paulistas no Brasileirão.

Apesar de ter jogado em casa, o Santos não conseguiu se impor, deu muito espaço ao Botafogo e levou um gol aos 45 do segundo tempo. Provavelmente o 0x0 seria o resultado mais justo, mas o Santos pagou o preço por não ter sido ousado o bastante jogando em São Paulo.

A formação inicial das duas equipes

Havia uma expectativa quanto ao Santos usar três atacantes ou não. No final, Dorival Júnior escalou o time no 4-4-2, com apenas Neymar e Keirrison no ataque. O que se viu no início foi uma certa pressão santista e algumas chances criadas - que pararam nas mãos de Jefferson -, mas durou pouco.

Nos 45 minutos que jogou, Keirrison fez (mais uma) péssima partida e ofereceu pouco perigo ao adversário. Marquinhos era o responsável por armar as jogadas pelo centro, mas pouco apareceu. Zezinho ficou mais livre para se movimentar pelos dois lados e jogar com Neymar. Aliás, foi com Neymar que o Santos mais assustou. Mas ainda foi pouco. O time errava muitos passes, ficava perdido na marcação adversária e não conseguia fazer jogadas individuais.

Joel Santana havia prometido jogar no ataque, mas não foi o que aconteceu. O Botafogo veio com três zagueiros e apenas Herrera na frente. Maicossuel chegava como um segundo atacante, mas pouco viu a cor da bola. Depois de segurar a pressão inicial santista, os cariocas pareciam contentes apenas em esfriar o jogo e impedir que o adversário criasse perigo. 0x0 no intervalo, objetivo cumprido.

No segundo tempo, o Botafogo veio com os mesmos jogadores, enquanto o Santos mudou. Zé Eduardo entrou no lugar do inefetivo Keirrison e Madson veio no lugar de Marquinhos pra dar mais velocidade ao time. E foi o que se viu no início da segunda etapa. Muita correria e o gol não saiu por pouco. Madson lançou Zezinho, que cruzou de primeira para o chute de Zé Eduardo. Mas lá estava Jefferson pra defender.

Depois dessa pressão inicial, Joel Santana mudou o time: tirou o volante Fahel pra entrada do atacante Caio, que jogou aberto pela direita. O jogo mudou a partir daí, com o Santos recuando e o Botafogo dominando a posse de bola. O meio-campo santista ficou perdido e não conseguia criar. Com a saída de Marquinhos, Zezinho estava agora jogando pelo meio, tentando fazer a função de Ganso, mas sem sucesso. Neymar tentava resolver sozinho, mas não conseguia. Era um time sem inspiração, sem coesão.

O Botafogo viu que poderia ganhar o jogo. Fazia jogadas rápidas mas sempre errava no último passe, não conseguia criar as oportunidades. Eram muitas tentativas de ligação direta, mas faltava a referência na área. O que logo foi corrigido com a entrada de Loco Abreu no lugar de Maicossuel. Edno também entrou, no lugar de Herrera.

O Santos tentava explorar a velocidade dos contra-ataques, mas só no final do jogo conseguiu criar uma boa chance. Madson lançou Neymar, que chutou cruzado. A bola bateu em Jefferson e passou na frente do gol. Alessandro mandou pra escanteio antes que Zé Eduardo pudesse completar.

O gol da vitória do Botafogo foi um achado. Aos 45 minutos do segundo tempo, Caio cruzou pra área e Edno ajeitou de cabeça pra Loco Abreu, que recebeu de costas pro gol. O uruguaio só deu um toquinho por cima do goleiro Rafael e mandou pro fundo das redes. Um bonito gol pra compensar uma partida que não foi muito bonita.

Loco Abreu comemora / Foto: Ari Ferreira

Nota: Foi a primeira vez que fui ao Pacaembu. Primeira vez que vi meu time (Botafogo) ao vivo. Eu sairia feliz de lá com um empate; com essa vitória, então... é algo indescritível e que será inesquecível.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Argentina 4x1 Espanha: Os campeões do mundo são surpreendidos

Um golaço de Messi, o oportunismo de Higuain e uma lambança do goleiro Reina decidiram o jogo já no primeiro tempo. A Argentina venceu o amistoso disputado em Buenos Aires, no Monumental de Nuñez e mostrou que sua força não está só no ataque.

 A formação inicial das duas equipes

Sergio Batista, técnico interino da Argentina, mostrou um bom trabalho, fazendo coisas simples que Maradona poderia ter feito: Javier Zanetti e Cambiasso foram titulares e Messi jogou na sua posição de origem, como um atacante pela direita e não como um armador pelo meio, a forma que Maradona insistiu em fazê-lo jogar. Batista escalou o time no 4-3-3 com três volantes.

O que chamou atenção na formação inicial da Espanha foi a falta de um centro-avante. David Villa jogou bem aberto pela esquerda, centralizando qando o lateral subia para apoiar. David Silva jogou aberto pela direita e Fabregas começou como titular no lugar de Xavi. Na defesa, várias mudanças: começaram jogando o goleiro Reina, o zagueiro Marchena e os laterais Arbeloa e Monreal.

A principal característica do jogo da Espanha é o toque de bola. Sabendo disso, Sergio Batista armou seu time com três jogadores defensivos no meio-campo - bem diferente do que Maradona fez na Copa do Mundo, quando Mascherano era o único marcador. A ideia era roubar a bola e partir rapidamente para o contra-ataque. E não poderia dar mais certo.

Logo aos 10 minutos, jogada de rápido contra-ataque. Depois de receber passe de Tevez, Messi faz um bonito gol tocando por cima do goleiro. Aos 13, Tevez lança e Higuain recebe livre, dribla o goleiro e faz o segundo. Não deu nem 20 minutos de jogo e a torcida já gritava olé. O terceiro gol veio numa falha incrível do goleiro Reina, que escorregou na hora de dar o chutão e deu um presente pra Tevez, que não desperdiçou e marcou.

Apesar disso, a Espanha não estava tão mal quanto o placar sugeria. Tivesse um pouco mais de sorte, poderia até ter empatado o jogo. David Villa acertou duas bolas na trave no primeiro tempo e Cazorla acertou uma no segundo.

Depois do intervalo, a Espanha fez várias mudanças e voltou ao seu 4-2-3-1 tradicional, com Llorente como centro-avante, Cazorla na ponta esquerda e Navas na ponta direita. Depois de alguns minutos, Xavi entrou no lugar de Fabregas. a Argentina manteve os mesmos jogadores, recuou e a Espanha pressionou.

Lembrou até o jogo da Espanha contra a Suíça na Copa do Mundo. Pressão dos espanhóis, mas sem resultado. Quando a bola ia no gol, lá estava o goleiro Romero pra salvar. Parecia que o jogo ia acabar dessa forma mas, aos 39 minutos, Llorente diminuiu em um típico gol de centro-avante: recebeu de costas pro gol na pequena área, girou e chutou no canto. A Argentina finalmente resolveu tentar alguns contra-ataques e marcou o quarto com Aguero, de cabeça, aos 45 minutos.

É interessante olhar as estatísticas e ver que a Argentina teve 7 chutes a gol, 6 acertaram o alvo e 4 foram gol. A Espanha chutou 22 vezes, 3 foram na trave, apenas 4 foram no alvo e só um gol foi marcado. A Argentina de Maradona era sempre ofensiva, priorizava o ataque e não mudava sua forma de jogar de acordo com o adversário. A nova Argentina priorizou a defesa, jogou de acordo com as características do adversário e não deixou de ser ofensiva e muito perigosa. Foi uma grande atuação de todo o time. Venceu e convenceu contra os "melhores do mundo".

terça-feira, 7 de setembro de 2010

UCL Preview - Grupo F: Chelsea, Olympique de Marseille, Spartak Moscou, Zilina


Chelsea
O atual campeão inglês ainda corre atrás do seu primeiro título da Champions League - uma obsessão do dono do time, o bilionário russo Roman Abramovich. Até agora ele só viu sua equipe chegar à final uma vez, em 2008, e ser derrotada nos pênaltis para o Manchester United.
O Chelsea continua forte nesta temporada, já começou goleando seus adversários e é favorito em todas as competições que disputa. Talvez o único problema seja o elenco que foi relativamente reduzido - saíram jogadores importantes como Ricardo Carvalho, Deco, Ballack e Joe Cole. Chegaram apenas Ramires e Benayoun. Sem contar os jogadores com menos de 21 anos, há apenas 19 atletas no elenco. Os torcedores estão rezando para que não aconteçam muitas contusões...

Olympique de Marseille
O Marseille é o atual campeão nacional e foi o único time francês a vencer a Champions League, em 1993. Na época, Didier Deschamps era o capitão que levantou a taça. Hoje ele é quem comanda o time do banco.
Entre as contratações para esta temporada está a dupla de atacantes Gignac e Remy, ambos da nova geração da renovada - e, por enquanto, ainda sem sucesso - seleção francesa.
As esperanças de classificação são bem maiores que ano passado, quando o Marseille foi sorteado no mesmo grupo de Milan e Real Madrid e acabou eliminado na primeira fase.

Spartak Moscou
O Spartak é o time russo que mais se destacou na Champions League. Com 17 participações, eles já chegaram à semifinal em 1991.
O vice-campeão da Rússia tem quatro brasileiros entre seus principais jogadores: Ibson (ex-Flamengo), Welliton (ex-Goiás), Alex (ex-Internacional) e Ari (ex-Fortaleza). Welliton, inclusive, é o artilheiro do campeonato russo pelo segundo ano consecutivo.
Em um grupo que não é tão difícil, o Spartak conta com o frio da Rússia pra vencer seus jogos em casa e tentar a classificação.

Zilina
Os campeões da Eslováquia vão jogar a fase de grupos pela primeira vez. Por disputarem uma liga nacional fraca, o Zilina tem um dos mais baixos coeficientes entre os 32 participantes e teve que disputar três fases eliminatórias. Na última delas, a vitória contra o Sparta Praga foi muito comemorada e apenas participar da fase de grupos já é um feito. Dá pra ver que o Zilina vai ficar contente com sua participação se não acabar como um saco de pancadas.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

UCL Preview - Grupo E: Bayern, Roma, Basel, Cluj



Bayern
Pra variar, o Bayern foi campeão alemão em 2010. O time que foi até uma surpresa na última Champions League ao chegar à final manteve seus principais jogadores e é a base da seleção alemã, com Lahm, Badstuber, Schweinsteiger, Kroos, Muller e Klose. O holandês Robben e o francês Ribery são as estrelas internacionais.
Em um grupo não muito complicado, dificilmente a equipe de Munique não se classifica em primeiro.

Roma
A Roma é o time do "quase". Contando com a última temporada, foram seis vezes vice-campeões italianos nos últimos 10 anos. Este ano foram vice também na Copa da Itália e na Supercopa. O melhor resultado em uma Chapions League, adivinhe? Segundo lugar, em 1984.
A temporada não começou bem para o time de Totti, mas é cedo pra dizer que a Roma está mal. De qualquer forma, são favoritos a ficar com o segundo lugar no grupo.

Basel
Os campeões suíços chegaram à fase de grupos com uma certa facilidade, derrotando sem problemas Debreceni (Hungria) e Sheriff (Moldávia) nas fases preliminares. Seu melhor resultado na competição é ter chegado às quartas de final em 1974. Desta vez vai ser difícil passar para as oitavas - um terceiro lugar e vaga na Europa League é o caminho mais provável.

Cluj
O Cluj é um clube de sucesso recente, que em 2002 disputava a terceira divisão da Romênia. Depois de receber grandes investimentos em infraestrutura, gerenciamento e contratações, o clube foi crescendo e de lá pra cá já ganhou sete títulos nacionais e chega à fase de grupos da Champions League pela segunda vez. Apesar disso, o time não tem jogadores de destaque a nível internacional; uma vaga na Europa League já estaria de bom tamanho.

sábado, 4 de setembro de 2010

UCL Preview - Grupo D: Barcelona, Panathinaikos, Copenhagen, Rubin Kazan


Barcelona
O que dizer do Barcelona? Eles têm "só" Messi, Xavi, Iniesta, David Villa, Piqué, Puyol, Daniel Alves, Masquerano... entre outras estrelas. O campeão espanhol é simplesmente o maior favorito a levantar a taça e ainda pegou um grupo que não deve impor muitas dificuldades.
Campeão em 1992, 2006 e 2009, o Barça sempre chegou pelo menos na semifinal nos últimos três anos.

Panathinaikos
O campeão grego é presença constante na Champions League e vai para sua 24ª participação. Porém, há muito tempo o time é apenas coadjuvante e fica só na lembrança da campanha de 1971, quando foram vice-campeões com o lendário Ferenc Puskás como técnico.
O elenco tem muita experiência e jogadores importantes como os gregos Tzorvas, Seitaridis, Vintra, Karagounis, Katsouranis e Ninis; o brasileiro Gilberto Silva e os franceses Cissé e Govou - todos estiveram na última Copa do Mundo.

Copenhagen
O campeão dinamarquês é o time menos badalado do grupo. Até hoje só participou da fase de grupos uma vez, em 2006/2007, sem muito sucesso. O time tem o experiente dinamarquês Gronkjaer e os desconhecidos brasileiros Claudemir e César Santin.

Rubin Kazan
Assim como no ano passado, o Rubin Kazan mais uma vez está no grupo do Barcelona. O time onde agora joga o brasileiro Carlos Eduardo não perdeu para o Barça ano passado, conseguindo um empate em 0x0 na Rússia e uma incrível vitória por 2x1 no Camp Nou. Porém, desta vez o grupo não tem também um time do calibre da Internazionale, que eliminou o Rubin na última rodada da fase de grupos. O campeão russo espera que a história se repita contra o time espanhol, mas que a classificação venha desta vez.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

UCL Preview - Grupo C: Manchester United, Valencia, Rangers, Bursaspor


Manchester United
Apesar de terem sido superados pelo Chelsea no campeonato inglês, o United ainda é de longe o favorito a primeiro do grupo. O time continua forte e teve o reforço do mexicano Javier Hernandez.
Os Diabos Vermelhos têm três títulos da Champions League - 1968, 1999 e 2008 -, os dois últimos com o técnico Alex Ferguson, que comanda a equipe desde 1986 e não dá sinais de cansaço.

Valencia
Depois de um terceiro lugar no campeonato espanhol, o Valencia não conseguiu segurar suas maiores estrelas e acabou vendendo David Villa (Barcelona) e David Silva (Manchester City) para pagar dívidas. Ainda assim, a esperança de passar de fase é grande, mas vai ser muito difícil igualar sua melhor campanha na UCL - o Valencia chegou à final em 2001 e foi derrotado pelo Real Madrid.

Rangers
Os campeões escoceses têm tradição no torneio continental, com 28 participações. Porém, só conseguiram chegar em uma semifinal, no distante 1960.
O time perdeu o artilheiro Kris Boyd para o Middlesbrough e tem problemas no ataque. Por outro lado, a defesa é o ponto forte da equipe, que deve brigar pelo segundo lugar do grupo.

Bursaspor
Os Crocodilos Verdes foram campeões turcos pela primeira em sua história, assim como fazem agora sua primeira participação na Champions League. O time não tem nenhuma grande estrela, mas é bem organizado e pode complicar a vida dos adversários. Destaque para a comemoração tradicional onde os jogadores imitam crocodilos.