quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Uzbequistão 2x1 Kuwait: Uzbeques vencem mais uma e ficam muito perto da classificação

 Server Djeparov comanda mais uma vitória da seleção uzbeque / Foto: AFP

Pela segunda rodada da Copa da Ásia, o Uzbequistão venceu o Kuwait por 2x1 e está muito perto da classificação para a segunda fase. Com o resultado da outra partida do Grupo A - China 0x2 Qatar, o Uzbequistão lidera o grupo e pode se classificar até com uma derrota na terceira partida, dependendo dos resultados.

Uzbequistão no 4-2-3-1 e Kuwait no 4-4-2

O técnico uzbeque Vadim Abramov mudou o time que derrotou o Qatar na primeira rodada. Andreev começou jogando na lateral esquerda e Tursunov na ponta direita. Shatskikh foi deslocado para o meio e Djeparov para a meia esquerda. Adotando uma formação mais ofensiva, o cauteloso 4-5-1 do primeiro jogo tornou-se agora um mais incisivo 4-2-3-1, que deu mais liberdade ao capitão e cérebro do time, Server Djeparov, e permitiu comandar o ritmo da partida até o final.

Jogando para um público de pouco mais de 3.000 torcedores no Al Gharafa Stadium, em Doha, o Uzbequistão começou tomando a iniciativa de atacar, enquanto o Kuwait esperava por uma oportunidade no contra-ataque.

Um lance curioso foi quando Djeparov cobrou um escanteio para ele mesmo. A ideia da "jogada ensaiada" era que o primeiro toque já tinha sido dado pelo jogador que estava ajeitando a bola antes, mas o bandeirinha não validou o lance.

Aos 40 minutos, a superioridade dos Lobos Brancos finalmente se transformou em gol. Falta para o Uzbequistão na entrada da área. Antes da cobrança, Djeparov sinaliza para dois jogadores de seu time ficarem do lado da barreira do Kuwait. Shatskikh cobra direto, a bola bate nas costas de Haydarov, que estava do lado da barreira, engana o goleiro e entra. Seria mais uma jogada ensaiada? Provavelmente não, mas deu certo. E é incrível como aconteceram gols onde a bola desviou em um jogador e enganou o goleiro nesta Copa da Ásia. Mas esta foi a primeira vez onde a bola desviou em um jogador do próprio time que marcou.

No segundo tempo, o Kuwait veio como uma mudança: Hamad entrou no lugar de Jarah. Logo aos 2 minutos, ele já sofreu um pênalti, que Bader converteu e empatou o jogo. Mas a reação parou por aí.

Aos 19 minutos, em uma boa troca de passes do Uzbequistão no ataque, apareceu mais uma vez a estrela do time, Djeparov. Depois de tocar e receber de volta de Hasanov - que entrou no lugar de Shatskikh após o empate do Kuwait -, de fora da área, ele pegou de primeira e chutou colocado no canto, sem chance para o goleiro. 2x1 Uzbequistão, que a partir daí não teve dificuldades em segurar o placar. Mantendo a posse de bola no campo de ataque, o Kuwait pouco ameaçou.

O gol de empate chegou perto apenas em uma jogada onde Ahmad, que tinha entrado no lugar do lateral Fahad, recebeu um cruzamento livre na frente do goleiro, pegou de primeira, meio desajeitado, e mandou pra fora. Uma chance incrível que foi desperdiçada. Pior para o Kuwait, que agora ficou numa situação complicada, com duas derrotas.

Por outro lado, o técnico do Uzbequistão está confiante e pensa até em título: "Acho que podemos surpreender e espero que o Uzbequistão seja o campeão. Há muitos outros bons times e vai ser difícil, mas espero que sejamos campeões."

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Iraque 1x2 Irã: De virada, Irã vence os campeões

O atacante iraniano Mohammed Gholami tenta marcar / Foto: AFP

O Iraque, apesar de não ser uma grande força no futebol asiático, é o atual campeão da Copa da Ásia, com o seu primeiro e único título conquistado em 2007. O tricampeão Irã tem mais tradição, mas sofre de uma certa decadência e não vence o torneio desde 1976. Em suas estreias pelo Grupo D, as duas equipes fizeram um jogo bem movimentado, com os dois times atacando e um certo clima de rivalidade entre os países vizinhos que estiveram em guerra nos anos 80.

O público, como de costume na competição realizada no Qatar, deixou a desejar. Apenas 10.000 torcedores estavam presentes no Qatar Sports Club Stadium, em Doha.

 
A formação inicial das equipes - Iraque de branco e Irã de vermelho

O Iraque foi melhor no início da partida e merecidamente fez o primeiro gol logo aos 12 minutos. Mahdi cruzou pela esquerda, o goleiro iraniano ficou indeciso ao sair e ficou pelo meio do caminho; Emad cabeceou e Younis, em cima da linha, só empurrou pro gol. O jogo era bom, com muitas chances para os dois lados. O Irã foi melhorando aos poucos e equilibrando as ações. Até que, no final do primeiro tempo, saiu o gol de empate. A defesa iraquiana afastou mal e a bola ficou com Andranik, que lançou para Rezaei, livre, chutar cruzado na saída do goleiro.

O segundo tempo começou devagar, mas os times foram se jogando mais ao ataque, em busca da vitória. Quem passou a jogar melhorar e criar mais chances foi o Irã, que teve 61% de posse de bola. até que veio a não tão surpreendente virada. Aos 39 minutos, Mobali cobrou falta na área, a bola passou por todo mundo e entrou direto, enganando o goleiro Mohammed.

Na próxima rodada, o Iraque enfrenta os Emirados Árabes, enquanto o Irã joga contra a Coreia do Norte. Com o empate em 0x0 na outra partida, o Team Melli - a forma que os iranianos falam "seleção" - larga na frente do grupo, enquanto os Leões da Mesopotâmia ficam numa situação mais difícil pra defender o título. Mas pelo futebol apresentado, tanto Irã quanto Iraque têm totais condições de avançarem para a próxima fase.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Índia 0x4 Austrália: Jogando pro gasto, Socceroos estreiam com vitória fácil

Brett Holman da Austrália passa por Steven Dias da Índia / Foto: Getty Images 

Pelo Grupo C da Copa da Ásia, a Austrália, uma das favoritas ao título, estreou contra a Índia, maior candidato a saco de pancadas do torneio, para um público de 11.000 pessoas no Al Sadd Stadium, em Doha. Os indianos não tinham um retrospecto favorável, colecionando derrotas nos últimos jogos: 5x0 para os Emirados Árabes, 9x0 para o Kuwait, 6x3 para o Iêmen... A expectativa era de uma goleada histórica, mas os australianos fizeram apenas o suficiente para garantir uma vitória tranquila.

Menos mal para os indianos, que até não acharam tão ruim o resultado: "Acho que meu time esteve muito bem hoje. Vocês estariam orgulhosos da nossa performance se estivessem no meu lugar hoje", declarou o técnico inglês Bob Houghton. "Ninguém gosta de perder de 4x0, mas no geral foi uma boa experiência para nós", concluiu.

Com um time jovem e inexperiente, a Índia peca também pelo vigor físico de seus jogadores, o que deixa as coisas ainda mais difíceis para enfrentar um adversário forte fisicamente como a Austrália. Seus destaques são o goleiro Subrata Paul e o atacante Sunil Chhetri, a esperança de gols que joga no Kansas City da Major League Soccer - o único da seleção indiana que atua fora do país.

 
A formação inicial das equipes

Sem poder contar com Joshua Kennedy que, machucado, está fora da Copa da Ásia, o técnico alemão Holger Osieck decidiu jogar sem um centroavante fixo, com Tim Cahill no ataque junto com Harry Kewell.

Como era de se esperar, a Austrália foi pra cima, e não demorou pra abrir o placar. Aos 11 minutos, Emerton recebeu pela direita e cruzou rasteiro pra Cahill, sempre ele, fazer 1x0. O jogo foi decidido ainda no primeiro tempo, com mais dois gols. Kewell chutou de fora da área pra fazer o segundo e Holman completou um cruzamento de cabeça pra fazer 3x0, depois de uma falha do goleiro Subrata ao sair do gol.

No segundo tempo, os australianos só administraram o placar e levaram o jogo em ritmo de treino. Mas ainda deu pra fazer o quarto: em falta cobrada por Wilkshire, Cahill subiu mais que vários indianos e marcou de cabeça. Um fato curioso é que todos os gols da Austrália saíram em jogadas pelo lado direito - com duas assistências de Wilkshire e duas de Emerton.

A cinco minutos do fim, a Índia teve a única chance de gol na partida, quando Chhefri recebeu um lançamento em velocidade, invadiu a área mas foi travado na hora do chute. Uma pena para a torcida local, que sempre se agitava quando a Índia tentava fazer algo no ataque.

Na próxima rodada, a Austrália terá seu verdadeiro teste contra a Coreia do Sul, numa das partidas mais esperadas da primeira fase e que deve decidir o primeiro lugar do grupo. Os sul-coreanos também estrearam com vitória, batendo o Bahrein por 2x1.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Japão 1x1 Jordânia: Gol nos acréscimos salva os japoneses da derrota

Yoshida fez o gol salvador / Foto: Getty Images

O Japão, que também vai participar da Copa América, estreou na Copa da Ásia contra a modesta seleção da Jordânia. Apesar de todo o favoritismo dos japoneses, o resultado final foi o mesmo das outras duas únicas vezes que os países já se enfrentaram: 1x1. Mesmo dominando a partida com 68% de posse de bola, foram poucas as oportunidades de gol para os Samurais Azuis, que só evitaram uma inesperada derrota graças ao gol salvador do zagueiro Yoshida nos acréscimos do segundo tempo.

 
A formação inicial das equipes

O ponto forte do Japão é o meio-campo, que tem ótimos jogadores como Honda, do CSKA Moskow e Kagawa, destaque da Bundesliga pelo líder Borussia Dortmund, além dos experientes Hasebe, Endo e Matsui. No ataque, permanece um ponto de interrogação: na Copa do Mundo, foi Honda quem jogou na frente a maior parte do tempo, num improviso que até deu certo. Contra a Jordânia, era bem provável que entraria um centroavante de ofício, só ficou a dúvida de quem seria. Maeda, artilheiro da J-League, foi o titular.

Na defesa, mais problemas: os dois zagueiros titulares em 2010, Nakazawa e Tulio Tanaka, contundidos, nem viajaram ao Qatar. Iwamasa e Makino também se machucaram e ficaram de fora da estreia. Os titulares foram Konno e Yoshida. Nas laterais e no gol, sem surpresas.

Correndo por fora, a Jordânia contava com o apoio da torcida local - apesar do pequeno público, pouco mais de 6.000 pessoas. Com o time bem fechado e também graças à aparente falta de ritmo dos adversários, eles iam esfriando o jogo. Até que, no final do primeiro tempo, Hasan Abdel Fatah recebeu passe de Amer Deeb, deixou Endo no chão e chutou pro gol. A bola desviou em Yoshida e enganou Kawashima. Muita festa dos jordanianos.

No segundo tempo, a Jordânia voltou disposta a se defender ainda mais e segurar a vantagem até o fim. O técnico italiano Alberto Zaccheroni tirou Maeda, que pouco fez no primeiro tempo, e colocou Lee. Mas nada mudou - o Japão continuou dominando mas não criava boas chances. Quando a bola ia no gol, o goleiro jordaniano Shafi sempre aparecia bem. Eram muitos cruzamentos e tentativas de penetração pelo meio que nunca davam certo contra um adversário que usava nove jogadores defendendo e um atacante isolado na frente.

Quando Okazaki entrou no lugar de Matsui, o Japão ganhou um pouco mais de movimentação pelos lados. Okazaki ficou na ponta esquerda, Kagawa no meio e Honda na direita, com Lee como centroavante. Quanto mais o tempo passava, mais o Japão pressionava e mais a Jordânia se segurava. Parece que o fato de não ter feito nenhum amistoso de preparação prejudicou os japoneses, que claramente não mostravam o entrosamento ideal.

Já nos acréscimos, Honda saiu para a entrada de Fujimoto. Desesperado e só jogando a bola na área, o Japão finalmente conseguiu marcar. Depois de cobrança curta de escanteio, Hasebe cruzou e Yoshida se redimiu ao marcar o gol de empate. Por pouco não saiu o gol da virada na sequência, mas Lee desperdiçou a chance.

O próximo confronto do Japão é contra a Síria, que derrotou a Arábia Saudita por 2x1, enquanto os jordanianos jogam contra os sauditas.


sábado, 8 de janeiro de 2011

Copa da Ásia: Qatar dá vexame em casa e perde para o Uzbequistão



Depois de ser escolhido para sediar a Copa de 2022, o mundo passou a olhar com mais atenção para o Qatar, aquele país de construções exuberantes e grandiosas que prometeu estádios igualmente majestosos para a Copa. E a tradição no futebol, onde fica? Se faltam craques ou pelo menos bons jogadores, eles começaram "importando" estrangeiros: o volante ganês Lawrence Quaye, o meia brasileiro Fábio César e o atacante uruguaio Sebastián Soria. O técnico é o francês Bruno Metsu, o mesmo que levou o Senegal às quartas de final da Copa de 2002. A Copa da Ásia, realizada no Qatar, passou a ser uma boa oportunidade de conhecer melhor essa seleção.

 
A formação inicial das equipes

O jogo de abertura, Qatar x Uzbequistão (respectivamente, 114º e 109º no ranking da FIFA) prometia mais em termos de curiosidade do que de bom futebol. Realizada no Khalifa International Stadium, que não estava lotado - estima-se que 37.000 dos 50.000 lugares estavam ocupados -, a partida começou equilibrada, mas quem mais levou perigo foi o Uzbequistão, que acertou um chute na trave logo aos 6 minutos com o atacante Aleksandr Geynrikh e, em seguida, perdeu uma chance incrível: depois de um cruzamento rasteiro pela direita, o goleirão caiu pra defender mas bizarramente não alcançou a bola, que ficou livre para Jasur Hasanov, mas, com o gol livre, ele demorou pra chutar e ainda mandou pra fora. Só no final do primeiro tempo que o Qatar assustou, numa cobrança de falta do brasileiro Fábio, que bateu na trave.

Na segunda etapa, o Qatar quase marcou em uma jogada muito estranha: a defesa usbeque afastou mal, o goleiro não conseguiu segurar e perdeu a bola pra Soria, que rolou pra trás pra Abdulrahman, que não conseguiu mandar a bola para o gol sem goleiro.

Mas quem dominava e criava mais era o Uzbequistão. Até que Ahmedov arriscou um chute de muito longe, a bola bateu no travessão e entrou. Um golaço e 1x0 no placar, para a decepção dos donos da casa. O Qatar ainda tentava uma reação mas, a menos de 15 minutos do fim, veio o balde de água fria: em uma falha incrível, o jogador do Qatar tenta passar para o zagueiro que estava na frente da sua própria área, mas a bola vai para o capitão do time adversário, Server Djeparov, que não desperdiça e define: 2x0.

Depois dessa derrota, só resta ao Qatar tentar alguma coisa contra os outros adversários do grupo, teoricamente mais fortes que o Uzbequistão: Kuwait e China (102º e 87º no ranking da FIFA), para evitar uma vergonha ainda maior. Caso se confirme um fracasso nessa Copa da Ásia, há o consolo que ainda faltam 11 anos para o mundial. Fazendo uma comparação, o Japão não tinha nem liga profissional 11 anos antes de sediar a Copa de 2002 e conseguiu fazer um bom papel. Tempo e dinheiro - principalmente dinheiro - eles têm de sobra.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Arsenal 0x0 Manchester City: Melhor defesa do campeonato garante o empate

Apesar de todos os milhões gastos em contratações para esta temporada, o Manchester City se contentou em jogar um futebol defensivo e pragmático para garantir um empate no Emirates Stadium. A proposta do técnico Roberto Mancini foi clara: defender a todo custo desde o início e, se possível, tentar algo no contra-ataque. Na frente, pouco conseguiram fazer - o goleiro Fabianski não precisou defender um único chute -, mas o time mostrou por que tem a melhor defesa da Premier League - apenas 16 gols sofridos em 22 jogos.

Para o Arsenal, ficou a frustração de sair de campo sem ter marcado gols mesmo com um domínio completo e inúmeras chances criadas. A vitória bateu na trave - três vezes.

A formação inicial das equipes

Com o mesmo time que venceu o Chelsea por 3x1 e o Birmingham por 3x0 na semana passada, Wenger parece ter encontrado sua escalação ideal - Arshavin foi pro banco graças a atuações irregulares e à boa fase de Nasri e Walcott. O City veio sem David Silva e Mario Balotelli, ambos com lesões no joelho. Tévez e Jô comandaram o ataque.

Pressionando desde o início, parecia que o gol do Arsenal sairia em pouco tempo. Logo no primeiro minuto, depois de um chute cruzado de Wilshere, Van Persie não alcançou a bola por centímetros e perdeu a chance de frente pro gol vazio. O holandês ainda acertou um chute na trave alguns minutos depois. Trave, aliás, que seria carimbada novamente, num chute de Fabregas. No rebote, Walcott também manda no poste - apesar de que já estava impedido.

No segundo tempo, o panorama não mudou: o Arsenal continuou atacando com tudo e o City se segurava - até mesmo Tévez voltava pra marcar. Hart fez uma linda defesa num chute de longe de Van Persie que passou perto do ângulo.

Arshavin e Bendtner entraram no lugar de Walcott e Wilshere. Porém, com o russo ainda pouco inspirado e o dinamarquês jogando mais na ponta - ao invés de dentro da área, como se espera dele normalmente -, o tempo passava e o placar não mudava.

Já perto dos acréscimos, com a expulsão de Zabaleta e Sagna, que trocaram ameaças e empurrões, quem se deu bem foi o City, que ganhou um tempo precioso e ainda quebrou o ritmo ofensivo do adversário.

Apesar de ter jogado como time pequeno, defendendo o tempo todo - não é o que se espera de um time com pretensões de ser campeão -, o City foi competente. Fez pouco pra ganhar o jogo, mas conseguiu seu objetivo e voltou pra casa com um empate com sabor de vitória, além de manter a vice-liderança da Premier League.

Para o Arsenal, resta o consolo de que o time finalmente está voltando a jogar bem e dominou os dois últimos "grandes jogos" contra concorrentes ao título. O porém é que a defesa pouco foi testada e Vermaelen continua de fora - além da incógnita, Fabianski, no gol.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Kashima Antlers 2x1 Shimizu S-Pulse: Kashima campeão da Copa do Imperador

A comemoração do título / Foto: Site oficial do Kashima Antlers

Depois de um decepcionante 4º lugar na J-League que interrompeu uma sequência de três títulos seguidos, o Kashima Antlers salva a temporada com o título da Copa do Imperador, o segundo torneio mais importante do Japão, e de quebra ainda ganha uma vaga para a Liga dos Campeões da Ásia.

Oswaldo de Oliveira, técnico do Kashima desde 2007, ficou emocionado após a partida. Pra ele, foi uma temporada com muitas dificuldades, onde seu time empatou demais e perdeu o título da J-League para o Nagoya Grampus

"Eu tenho muita confiança no time. Aqui no Japão, nós sempre conseguimos dominar os adversários e criar oportunidades. Este título confirma a superioridade do Kashima em campo." - declarou o brasileiro.

Foi o 7º título em quatro anos de trabalho - 3 J-Leagues, 2 Copas do Imperador e 2 Supercopas -, o que confirma o Kashima Antlers como o time mais vencedor do Japão nos últimos anos. Agora só fica faltando o título da ACL, que o Kashima nunca conseguiu vencer.

Kashima no 4-2-2-2 e Shimizu no 4-3-3

O Antlers entrou em campo com a equipe que iniciou o segundo tempo da semifinal contra o FC Tokyo - Koji Nakata improvisado como zagueiro e Aoki ao lado de Ogasawara no meio.

Tomando a iniciativa desde o início, o Kashima criou as primeiras oportunidades. Logo nos primeiros minutos, Osako recebeu livre na grande área, mas não conseguiu dominar a bola e o goleiro saiu pra defender. Aos 14, Koroki teve uma grande chance de marcar depois de receber passe de Osako, mas chutou em cima do goleiro Yamamoto.

Só aos 19 minutos que o Shimizu criou uma boa jogada. Okazaki recebeu lançamento e avançou pela esquerda, cruzou rasteiro pra área, mas o norueguês Frode Johnsen, veterano de 36 anos, deu uma bela furada e perdeu o gol.

Aos 25, escanteio para o Kashima. Ogasawara cobra e o brasileiro Fellype Gabriel, ex-Flamengo e Portuguesa, marca de cabeça - 1x0.

As equipes voltaram para o segundo tempo sem nenhuma alteração, porém jogando bem mais ofensivamente, buscando o gol. O Shimizu tentava o empate, mas foi o Kashima que quase ampliou o placar em uma jogada de contra-ataque. Nozawa chutou de fora da área e Yamamoto fez boa defesa. Em seguida, o gol de empate não saiu por pouco. Johnsen ganhou do zagueiro e cebeceou depois de um cruzamento de Ono, o goleiro rebateu e Okazaki não teve espaço pra marcar no rebote. Depois do bate-rebate na pequena área, a defesa afastou o perigo.

O Shimizu continuou insistindo até conseguir o empate: depois de um lançamento do campo de defesa, Johnsen recebeu livre e, da entrada da área, só deu um toquinho por cima do goleiro pra fazer um belo gol.

Os dois times buscavam a vitória, e os técnicos fizeram suas alterações para tentar decidir o jogo: pelo Kashima, Motoyama entrou no lugar de Fellype Gabriel; pelo Shimizu, Teruyoshi Ito entrou no lugar de Masaki Yamamoto. Interessante notar que Ito, com 36 anos, é o único jogador a participar de todas as temporadas da J1 desde que foi fundada, em 1993. Ele também foi o carrasco do Brasil nas Olimpíadas de Atlanta, quando fez o gol da surpreendente vitória do Japão por 1x0.

O gol da vitória quase saiu quando Koroki ficou livre e chutou à queima-roupa, graças a uma bobeada do zagueiro Iwashita. A bola explodiu na trave. Em seguida, falta na entrada da área para o Kashima. Nozawa manda perto do ângulo e o goleiro não alcança. 2x1 no placar aos 32 do segundo tempo.

O Shimizu tentava o gol a qualquer custo, e mais uma vez perdeu uma grande chance. O lateral Ota passou por Araiba e cruzou pra área. A bola passou na frente de Okazaki e Johnsen, que não alcançaram por pouco.

O técnico Kenta Hasegawa tenta sua última cartada: coloca os atacantes Hara e Omae no lugar dos volantes Ono e Honda. Mas não adiantou, o Kashima inteligentemente segurou a bola no campo de ataque e administrou a vantagem até o apito final do juiz, para comemorar seu 4º título na história da Copa do Imperador. O zagueiro Go Oiwa, que não jogou a final mas se aposentou agora do futebol, teve a honra de levantar a taça.