sábado, 15 de janeiro de 2011

Austrália 1x1 Coreia do Sul: Empate no duelo dos favoritos

Park Ji Sung e Luke Wilkshire disputam a bola / Foto: Kin Cheung

Austrália e Coreia do Sul fizeram um jogo de "Copa do Mundo" pelo Grupo C, onde ninguém saiu vencedor. Os dois times com estilos de jogo diferentes: a Austrália é mais física, busca a linha de fundo e os cruzamentos para Cahill e Kewell, enquanto a Coreia é mais leve e rápida, toca bem a bola e faz jogadas em velocidade. O público esteve acima da média desta Copa da Ásia - 15.000 pessoas no Al Gharafa Stadium, em Doha, Qatar.

 
A formação inicial das equipes

A Austrália entrou em campo com a mesma equipe que derrotou a Índia na primeira rodada em ritmo de treino. Na Coreia do Sul, a única mudança foi a entrada do zagueiro Jae Won no lugar de Tae Hwi, que foi expulso na partida contra o Bahrein.

A Coreia do Sul tomou a iniciativa no início, mas a Austrália foi quem mais assustou quando chegou ao ataque. Aos 6 minutos, cobrança de falta na área e a bola sobrou para Kewell que, na frente do gol, chutou pra fora.

Aos 23 minutos, a Coreia aproveitou um momento de indecisão da defesa adversária pra abrir o placar. Dong Won recebeu lançamento na área, dominou e tocou para Koo Ja Cheol, livre no meio da área, que mandou no canto de Schwarzer. Foi o terceiro gol de Ja-Cheol no torneio, que seria o artilheiro se Ismael Abdulatif, do Bahrein, não tivesse marcado quatro vezes na vitória por 5x2 contra a Índia na outra partida do grupo. Por pouco não saiu o segundo gol 3 minutos depois. Young Pyo fez boa jogada pela esquerda e tabelou com Dong Won, mas Schwarzer defendeu.

Kewell teve mais duas oportunidades de marcar na primeira etapa, uma em cobrança de falta e outra em um chute da entrada da área, mas em ambas ele apenas assustou o goleiro Sung Ryong, mandando pra fora. Cahill, meio sumido, também teve sua chance: recebeu livre na cara do goleiro, mas Cha Du Ri fez o desarme no último instante e salvou a pátria sul-coreana.

A partida continuou equilibrada no segundo tempo, e aos 16 minutos saiu o gol de empate da Austrália. Depois de uma cobrança de escanteio, a bola sobrou para Neil, que cruzou no meio da área. O goleiro saiu mal e Jedinak cabeceou para as redes. A Coreia teve mais algumas chances de fazer o segundo, mas Schwarzer sempre apareceu bem pra defender.

Foi um bom jogo, como se espera quando dois candidatos ao título se enfrentam. Se fosse uma luta de boxe os coreanos provavelmente venceriam por pontos, mas não dá pra dizer que o empate foi injusto. Se Kewell estivesse num dia melhor e acertasse a pontaria, os australianos também poderiam ter vencido. De qualquer forma, é possível que as duas equipes se encontrem novamente em uma eventual final. A classificação está mais fácil para a Coreia do Sul, que vai enfrentar a limitada seleção da Índia. Já a Austrália precisa de pelo menos um empate contra o Bahrein, que deu trabalho aos coreanos.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Síria 1x2 Japão: Com um a menos, Japão consegue vitória suada

Honda e Matsui comemoram o gol da vitória / Foto: AFP

Em uma grande partida pela segunda rodada do Grupo B, o Japão derrotou a Síria, assumiu a liderança do grupo e só precisa derrotar a já eliminada Arábia Saudita para se classiificar em primeiro lugar.

A formação inicial das equipes

O italiano Alberto Zaccheroni escalou exatamente o mesmo time que empatou com a Jordânia na estreia. O técnico romeno da Síria, Valeriu Tita, fez apenas uma mudança na equipe que venceu a Arábia Saudita: o atacante Malki deu lugar ao meia Aouad. Teoricamente a formação não mudou, mas ficou clara uma postura mais defensiva dos sírios.

Assim como no jogo passado, o Japão foi pro ataque desde o início, pressionava muito mas criava poucas chances de gol. A Síria se defendia bem, mas ao contrário da Jordânia, também ia pro ataque de vez em quando.

Só que, desta vez, de tanto insistir o Japão conseguiu o seu gol. Aos 34 minutos, Honda avançou pela direita até a linha de fundo e cruzou rasteiro. Kagawa recebeu na entrada da área, driblou dois e chutou em cima do goleiro. No rebote, Matsui ajeitou para Hasebe, que mandou pro gol. Gol chorado, 1x0 Japão.

Por todo o domínio que teve no primeiro tempo, o placar poderia ser ainda maior. Maeda mais uma vez decepcionou, perdendo várias oportunidades e mostrando que centroavante ainda é um problema para o Japão. A Síria ainda não tinha um único chute a gol.

O segundo tempo começou num ritmo bem mais lento. Para deixar o time mais ofensivo, Valeriu Tita colocou o atacante Al Khatib no lugar de Aouad. Logo depois trocou um atacante por outro: Al Zino por Malki. Zaccheroni também fez uma mudança: Okazaki no lugar de Kagawa.

Apesar de atacar mais, a Síria só conseguiu seu gol graças a uma lambança da defesa japonesa. Aos 24 minutos, Hasebe e Nagatomo se desentenderam em um recuo de bola, que ficou na fogueira pra Kawashima tirar com os pés, mas o chute saiu fraco e, na dividida entre Konno e Al Khatib, a bola sobrou para Malki, livre e sem goleiro. Kawashima mergulhou nos pés do atacante sírio e o derrubou. O bandeirinha marcou impedimento, mas o árbitro decidiu expulsar Kawashima e marcar pênalti. Maeda saiu para a entrada do goleiro reserva, Nishikawa. Depois de mais de 5 minutos de jogo parado, Al Khatib cobrou bem a penalidade e empatou a partida. Festa total dos sírios, que comemoraram se ajoelhando em direção a Meca, conforme os costumes muçulmanos.

A partir daí, o jogo ficou emocionante. Com um jogador a mais, a Síria buscava a vitória. Porém, incrivelmente, o Japão melhorou com um jogador a menos. Seria por causa da ausência do inoperante Maeda? Seria por causa da entrada de Okazaki, que deu mais velocidade e movimentação ao ataque japonês? De qualquer forma, os dois times foram pra frente, pois a vitória seria essencial para as chances de classificação das duas seleções.
 
Aos 35 minutos, Okazaki foi derrubado na área e o árbitro deu pênalti. Honda foi pra cobrança e chutou mal, quase no meio do gol, mas a bola passou bem no meio das pernas do goleiro e entrou. Com a Síria atacando desesperadamente e o Japão levando perigo em contra-ataques, a partida teve um final empolgante. Já aos 49 minutos, Okazaki foi derrubado na entrada da área por Sabagh, que levou cartão amarelo. Antes da cobrança, o sírio avançou da barreira, levou outro amarelo e foi expulso.

Aos 52 minutos, o juiz encerrou o jogo. Estranhamente, quando a Síria estava no ataque, perto da linha de fundo prestes a cruzar a bola na área.

Foi mais uma partida onde o Japão dominou um adversário mais fraco, mas desta vez a vitória veio, mesmo que de forma sofrida. No geral, foi uma performance melhor do que contra a Jordânia, o que mostra a evolução do time e deixa claro que não ter feito nenhum amistoso de preparação foi um erro. Erros bobos na defesa quase custaram a vitória. Outro ponto é no ataque: Maeda não mostrou nada em duas partidas, enquanto Okazaki entrou bem e deu outra dimensão ao ataque nipônico. Talvez seja hora de uma mudança, mesmo que Okazaki esteja mais familiarizado a jogar pelas pontas do que como centroavante. Seria possível um ataque com Kagawa, Honda, Matsui e Okazaki?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Uzbequistão 2x1 Kuwait: Uzbeques vencem mais uma e ficam muito perto da classificação

 Server Djeparov comanda mais uma vitória da seleção uzbeque / Foto: AFP

Pela segunda rodada da Copa da Ásia, o Uzbequistão venceu o Kuwait por 2x1 e está muito perto da classificação para a segunda fase. Com o resultado da outra partida do Grupo A - China 0x2 Qatar, o Uzbequistão lidera o grupo e pode se classificar até com uma derrota na terceira partida, dependendo dos resultados.

Uzbequistão no 4-2-3-1 e Kuwait no 4-4-2

O técnico uzbeque Vadim Abramov mudou o time que derrotou o Qatar na primeira rodada. Andreev começou jogando na lateral esquerda e Tursunov na ponta direita. Shatskikh foi deslocado para o meio e Djeparov para a meia esquerda. Adotando uma formação mais ofensiva, o cauteloso 4-5-1 do primeiro jogo tornou-se agora um mais incisivo 4-2-3-1, que deu mais liberdade ao capitão e cérebro do time, Server Djeparov, e permitiu comandar o ritmo da partida até o final.

Jogando para um público de pouco mais de 3.000 torcedores no Al Gharafa Stadium, em Doha, o Uzbequistão começou tomando a iniciativa de atacar, enquanto o Kuwait esperava por uma oportunidade no contra-ataque.

Um lance curioso foi quando Djeparov cobrou um escanteio para ele mesmo. A ideia da "jogada ensaiada" era que o primeiro toque já tinha sido dado pelo jogador que estava ajeitando a bola antes, mas o bandeirinha não validou o lance.

Aos 40 minutos, a superioridade dos Lobos Brancos finalmente se transformou em gol. Falta para o Uzbequistão na entrada da área. Antes da cobrança, Djeparov sinaliza para dois jogadores de seu time ficarem do lado da barreira do Kuwait. Shatskikh cobra direto, a bola bate nas costas de Haydarov, que estava do lado da barreira, engana o goleiro e entra. Seria mais uma jogada ensaiada? Provavelmente não, mas deu certo. E é incrível como aconteceram gols onde a bola desviou em um jogador e enganou o goleiro nesta Copa da Ásia. Mas esta foi a primeira vez onde a bola desviou em um jogador do próprio time que marcou.

No segundo tempo, o Kuwait veio como uma mudança: Hamad entrou no lugar de Jarah. Logo aos 2 minutos, ele já sofreu um pênalti, que Bader converteu e empatou o jogo. Mas a reação parou por aí.

Aos 19 minutos, em uma boa troca de passes do Uzbequistão no ataque, apareceu mais uma vez a estrela do time, Djeparov. Depois de tocar e receber de volta de Hasanov - que entrou no lugar de Shatskikh após o empate do Kuwait -, de fora da área, ele pegou de primeira e chutou colocado no canto, sem chance para o goleiro. 2x1 Uzbequistão, que a partir daí não teve dificuldades em segurar o placar. Mantendo a posse de bola no campo de ataque, o Kuwait pouco ameaçou.

O gol de empate chegou perto apenas em uma jogada onde Ahmad, que tinha entrado no lugar do lateral Fahad, recebeu um cruzamento livre na frente do goleiro, pegou de primeira, meio desajeitado, e mandou pra fora. Uma chance incrível que foi desperdiçada. Pior para o Kuwait, que agora ficou numa situação complicada, com duas derrotas.

Por outro lado, o técnico do Uzbequistão está confiante e pensa até em título: "Acho que podemos surpreender e espero que o Uzbequistão seja o campeão. Há muitos outros bons times e vai ser difícil, mas espero que sejamos campeões."

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Iraque 1x2 Irã: De virada, Irã vence os campeões

O atacante iraniano Mohammed Gholami tenta marcar / Foto: AFP

O Iraque, apesar de não ser uma grande força no futebol asiático, é o atual campeão da Copa da Ásia, com o seu primeiro e único título conquistado em 2007. O tricampeão Irã tem mais tradição, mas sofre de uma certa decadência e não vence o torneio desde 1976. Em suas estreias pelo Grupo D, as duas equipes fizeram um jogo bem movimentado, com os dois times atacando e um certo clima de rivalidade entre os países vizinhos que estiveram em guerra nos anos 80.

O público, como de costume na competição realizada no Qatar, deixou a desejar. Apenas 10.000 torcedores estavam presentes no Qatar Sports Club Stadium, em Doha.

 
A formação inicial das equipes - Iraque de branco e Irã de vermelho

O Iraque foi melhor no início da partida e merecidamente fez o primeiro gol logo aos 12 minutos. Mahdi cruzou pela esquerda, o goleiro iraniano ficou indeciso ao sair e ficou pelo meio do caminho; Emad cabeceou e Younis, em cima da linha, só empurrou pro gol. O jogo era bom, com muitas chances para os dois lados. O Irã foi melhorando aos poucos e equilibrando as ações. Até que, no final do primeiro tempo, saiu o gol de empate. A defesa iraquiana afastou mal e a bola ficou com Andranik, que lançou para Rezaei, livre, chutar cruzado na saída do goleiro.

O segundo tempo começou devagar, mas os times foram se jogando mais ao ataque, em busca da vitória. Quem passou a jogar melhorar e criar mais chances foi o Irã, que teve 61% de posse de bola. até que veio a não tão surpreendente virada. Aos 39 minutos, Mobali cobrou falta na área, a bola passou por todo mundo e entrou direto, enganando o goleiro Mohammed.

Na próxima rodada, o Iraque enfrenta os Emirados Árabes, enquanto o Irã joga contra a Coreia do Norte. Com o empate em 0x0 na outra partida, o Team Melli - a forma que os iranianos falam "seleção" - larga na frente do grupo, enquanto os Leões da Mesopotâmia ficam numa situação mais difícil pra defender o título. Mas pelo futebol apresentado, tanto Irã quanto Iraque têm totais condições de avançarem para a próxima fase.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Índia 0x4 Austrália: Jogando pro gasto, Socceroos estreiam com vitória fácil

Brett Holman da Austrália passa por Steven Dias da Índia / Foto: Getty Images 

Pelo Grupo C da Copa da Ásia, a Austrália, uma das favoritas ao título, estreou contra a Índia, maior candidato a saco de pancadas do torneio, para um público de 11.000 pessoas no Al Sadd Stadium, em Doha. Os indianos não tinham um retrospecto favorável, colecionando derrotas nos últimos jogos: 5x0 para os Emirados Árabes, 9x0 para o Kuwait, 6x3 para o Iêmen... A expectativa era de uma goleada histórica, mas os australianos fizeram apenas o suficiente para garantir uma vitória tranquila.

Menos mal para os indianos, que até não acharam tão ruim o resultado: "Acho que meu time esteve muito bem hoje. Vocês estariam orgulhosos da nossa performance se estivessem no meu lugar hoje", declarou o técnico inglês Bob Houghton. "Ninguém gosta de perder de 4x0, mas no geral foi uma boa experiência para nós", concluiu.

Com um time jovem e inexperiente, a Índia peca também pelo vigor físico de seus jogadores, o que deixa as coisas ainda mais difíceis para enfrentar um adversário forte fisicamente como a Austrália. Seus destaques são o goleiro Subrata Paul e o atacante Sunil Chhetri, a esperança de gols que joga no Kansas City da Major League Soccer - o único da seleção indiana que atua fora do país.

 
A formação inicial das equipes

Sem poder contar com Joshua Kennedy que, machucado, está fora da Copa da Ásia, o técnico alemão Holger Osieck decidiu jogar sem um centroavante fixo, com Tim Cahill no ataque junto com Harry Kewell.

Como era de se esperar, a Austrália foi pra cima, e não demorou pra abrir o placar. Aos 11 minutos, Emerton recebeu pela direita e cruzou rasteiro pra Cahill, sempre ele, fazer 1x0. O jogo foi decidido ainda no primeiro tempo, com mais dois gols. Kewell chutou de fora da área pra fazer o segundo e Holman completou um cruzamento de cabeça pra fazer 3x0, depois de uma falha do goleiro Subrata ao sair do gol.

No segundo tempo, os australianos só administraram o placar e levaram o jogo em ritmo de treino. Mas ainda deu pra fazer o quarto: em falta cobrada por Wilkshire, Cahill subiu mais que vários indianos e marcou de cabeça. Um fato curioso é que todos os gols da Austrália saíram em jogadas pelo lado direito - com duas assistências de Wilkshire e duas de Emerton.

A cinco minutos do fim, a Índia teve a única chance de gol na partida, quando Chhefri recebeu um lançamento em velocidade, invadiu a área mas foi travado na hora do chute. Uma pena para a torcida local, que sempre se agitava quando a Índia tentava fazer algo no ataque.

Na próxima rodada, a Austrália terá seu verdadeiro teste contra a Coreia do Sul, numa das partidas mais esperadas da primeira fase e que deve decidir o primeiro lugar do grupo. Os sul-coreanos também estrearam com vitória, batendo o Bahrein por 2x1.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Japão 1x1 Jordânia: Gol nos acréscimos salva os japoneses da derrota

Yoshida fez o gol salvador / Foto: Getty Images

O Japão, que também vai participar da Copa América, estreou na Copa da Ásia contra a modesta seleção da Jordânia. Apesar de todo o favoritismo dos japoneses, o resultado final foi o mesmo das outras duas únicas vezes que os países já se enfrentaram: 1x1. Mesmo dominando a partida com 68% de posse de bola, foram poucas as oportunidades de gol para os Samurais Azuis, que só evitaram uma inesperada derrota graças ao gol salvador do zagueiro Yoshida nos acréscimos do segundo tempo.

 
A formação inicial das equipes

O ponto forte do Japão é o meio-campo, que tem ótimos jogadores como Honda, do CSKA Moskow e Kagawa, destaque da Bundesliga pelo líder Borussia Dortmund, além dos experientes Hasebe, Endo e Matsui. No ataque, permanece um ponto de interrogação: na Copa do Mundo, foi Honda quem jogou na frente a maior parte do tempo, num improviso que até deu certo. Contra a Jordânia, era bem provável que entraria um centroavante de ofício, só ficou a dúvida de quem seria. Maeda, artilheiro da J-League, foi o titular.

Na defesa, mais problemas: os dois zagueiros titulares em 2010, Nakazawa e Tulio Tanaka, contundidos, nem viajaram ao Qatar. Iwamasa e Makino também se machucaram e ficaram de fora da estreia. Os titulares foram Konno e Yoshida. Nas laterais e no gol, sem surpresas.

Correndo por fora, a Jordânia contava com o apoio da torcida local - apesar do pequeno público, pouco mais de 6.000 pessoas. Com o time bem fechado e também graças à aparente falta de ritmo dos adversários, eles iam esfriando o jogo. Até que, no final do primeiro tempo, Hasan Abdel Fatah recebeu passe de Amer Deeb, deixou Endo no chão e chutou pro gol. A bola desviou em Yoshida e enganou Kawashima. Muita festa dos jordanianos.

No segundo tempo, a Jordânia voltou disposta a se defender ainda mais e segurar a vantagem até o fim. O técnico italiano Alberto Zaccheroni tirou Maeda, que pouco fez no primeiro tempo, e colocou Lee. Mas nada mudou - o Japão continuou dominando mas não criava boas chances. Quando a bola ia no gol, o goleiro jordaniano Shafi sempre aparecia bem. Eram muitos cruzamentos e tentativas de penetração pelo meio que nunca davam certo contra um adversário que usava nove jogadores defendendo e um atacante isolado na frente.

Quando Okazaki entrou no lugar de Matsui, o Japão ganhou um pouco mais de movimentação pelos lados. Okazaki ficou na ponta esquerda, Kagawa no meio e Honda na direita, com Lee como centroavante. Quanto mais o tempo passava, mais o Japão pressionava e mais a Jordânia se segurava. Parece que o fato de não ter feito nenhum amistoso de preparação prejudicou os japoneses, que claramente não mostravam o entrosamento ideal.

Já nos acréscimos, Honda saiu para a entrada de Fujimoto. Desesperado e só jogando a bola na área, o Japão finalmente conseguiu marcar. Depois de cobrança curta de escanteio, Hasebe cruzou e Yoshida se redimiu ao marcar o gol de empate. Por pouco não saiu o gol da virada na sequência, mas Lee desperdiçou a chance.

O próximo confronto do Japão é contra a Síria, que derrotou a Arábia Saudita por 2x1, enquanto os jordanianos jogam contra os sauditas.


sábado, 8 de janeiro de 2011

Copa da Ásia: Qatar dá vexame em casa e perde para o Uzbequistão



Depois de ser escolhido para sediar a Copa de 2022, o mundo passou a olhar com mais atenção para o Qatar, aquele país de construções exuberantes e grandiosas que prometeu estádios igualmente majestosos para a Copa. E a tradição no futebol, onde fica? Se faltam craques ou pelo menos bons jogadores, eles começaram "importando" estrangeiros: o volante ganês Lawrence Quaye, o meia brasileiro Fábio César e o atacante uruguaio Sebastián Soria. O técnico é o francês Bruno Metsu, o mesmo que levou o Senegal às quartas de final da Copa de 2002. A Copa da Ásia, realizada no Qatar, passou a ser uma boa oportunidade de conhecer melhor essa seleção.

 
A formação inicial das equipes

O jogo de abertura, Qatar x Uzbequistão (respectivamente, 114º e 109º no ranking da FIFA) prometia mais em termos de curiosidade do que de bom futebol. Realizada no Khalifa International Stadium, que não estava lotado - estima-se que 37.000 dos 50.000 lugares estavam ocupados -, a partida começou equilibrada, mas quem mais levou perigo foi o Uzbequistão, que acertou um chute na trave logo aos 6 minutos com o atacante Aleksandr Geynrikh e, em seguida, perdeu uma chance incrível: depois de um cruzamento rasteiro pela direita, o goleirão caiu pra defender mas bizarramente não alcançou a bola, que ficou livre para Jasur Hasanov, mas, com o gol livre, ele demorou pra chutar e ainda mandou pra fora. Só no final do primeiro tempo que o Qatar assustou, numa cobrança de falta do brasileiro Fábio, que bateu na trave.

Na segunda etapa, o Qatar quase marcou em uma jogada muito estranha: a defesa usbeque afastou mal, o goleiro não conseguiu segurar e perdeu a bola pra Soria, que rolou pra trás pra Abdulrahman, que não conseguiu mandar a bola para o gol sem goleiro.

Mas quem dominava e criava mais era o Uzbequistão. Até que Ahmedov arriscou um chute de muito longe, a bola bateu no travessão e entrou. Um golaço e 1x0 no placar, para a decepção dos donos da casa. O Qatar ainda tentava uma reação mas, a menos de 15 minutos do fim, veio o balde de água fria: em uma falha incrível, o jogador do Qatar tenta passar para o zagueiro que estava na frente da sua própria área, mas a bola vai para o capitão do time adversário, Server Djeparov, que não desperdiça e define: 2x0.

Depois dessa derrota, só resta ao Qatar tentar alguma coisa contra os outros adversários do grupo, teoricamente mais fortes que o Uzbequistão: Kuwait e China (102º e 87º no ranking da FIFA), para evitar uma vergonha ainda maior. Caso se confirme um fracasso nessa Copa da Ásia, há o consolo que ainda faltam 11 anos para o mundial. Fazendo uma comparação, o Japão não tinha nem liga profissional 11 anos antes de sediar a Copa de 2002 e conseguiu fazer um bom papel. Tempo e dinheiro - principalmente dinheiro - eles têm de sobra.