segunda-feira, 13 de setembro de 2010
UCL Preview - Grupo G: Milan, Real Madrid, Ajax, Auxerre
Milan
O Milan conseguiu a vaga com o terceiro lugar no campeonato italiano e mais uma vez caiu no grupo do Real Madrid. O segundo maior campeão da Champions League, com sete títulos, está renovando seu elenco e não é mais o "asilo" de jogadores como era chamado há pouco tempo. No papel é um time mais forte que ano passado e pode ganhar muito com Robinho e Ibrahimovic no ataque. Vai ser uma disputa acirrada pelo primeiro lugar no grupo.
Real Madrid
O vice-campeão espanhol é o maior vencedor da história da Champions League e vai lutar pelo décimo título na competição. Graças às decepcionantes participações recentes - foi eliminado nas oitavas de final nos últimos cinco anos -, o Real caiu no ranking da UEFA e não é um cabeça de chave. Logo, a tendência é que seu grupo seja o "grupo da morte". Como sempre, o time está cheio de estrelas - chegaram nomes como Ozil, Khedira, Ricardo Carvalho e Di Maria - e, com José Mourinho no banco as expectativas são ainda maiores. O português, que já foi campeão com Porto e Internazionale, quer ser o primeiro técnico campeão com três equipes diferentes.
Ajax
O vice-campeão holandês está de volta à Champions League depois de quatro anos. Com quatro títulos, é um dos maiores vencedores da competição. Mas, ao contrário de Milan e Real Madrid, o Ajax hoje é apenas uma sombra dos esquadrões vencedores que teve no passado. Com as defesas do goleiro Stekelenburg e os gols do artilheiro Luis Suárez, a equipe espera surpreender os favoritos, mas vai ser difícil irem além de um terceiro lugar no grupo.
Auxerre
O terceiro colocado do campeonato francês tem um time organizado e competente, mas, convenhamos, deu muito azar no sorteio. Esta é apenas a terceira participação do Auxerre em uma Champions League, que já chegou às quartas de final em 1997. Pelo menos o terceiro lugar parece ser possível.
domingo, 12 de setembro de 2010
Botafogo 2x0 São Paulo: Joel Santana mostra ousadia e vence mais uma
Jogando no Engenhão, o Botafogo venceu o São Paulo por 2x0 e continua em terceiro lugar no Brasileirão 2010. O tricolor paulista até conseguiu equilibrar o jogo no primeiro tempo, mas a falta de ousadia e inspiração no ataque custaram caro. O alvinegro carioca foi mais ofensivo e venceu no segundo tempo com as acertadas alterações de Joel Santana.
Joel escalou sua equipe no mesmo 3-6-1 que venceu o Santos no meio de semana. A única alteração foi a entrada do uruguaio Loco Abreu no lugar do contundido argentino Herrera. Somália e Jobson, também machucados, continuam de fora. O time de Sérgio Baresi veio no tradicional 4-4-2 com o meio-campo em losango. Como desfalques, não jogaram os machucados Alex Silva e Ricardo Oliveira e os suspensos Miranda e Cleber Santana.
O jogo começou movimentado mas sem muitas chances de gol. O São Paulo foi bem defensivamente - Xandão e Casemiro com ótimas atuações - mas não criava nada no ataque. Com Loco Abreu na área, o Botafogo tentou muitos cruzamentos mas sem sucesso.
A chave para a vitória foi a capacidade de Joel Santana de transformar uma situação negativa em positiva. Logo aos 8 minutos de jogo, o lateral esquerdo Marcelo Cordeiro se machucou e teve que ser substituído. Entrou o meia-atacante Edno, que revezou com Renato Cajá na posição de lateral. No final do primeiro tempo, o volante Marcelo Mattos também se machucou e teve que sair. No lugar dele, mais um atacante, Caio. Joel Santana queria vencer, e foi interessante ver a mudança de formação no Botafogo para o segundo tempo.
O São Paulo voltou com a mesma equipe na segunda etapa. Marlos entrou no lugar de Marcelinho depois de 12 minutos, mas a proposta de jogo era a mesma. Já o Botafogo mudou para a tática da moda, o 4-2-3-1. Cajá apoiava bastante pelo lado esquerdo, enquanto Alessandro ficou mais recuado, só na marcação. Leandro Guerreiro foi mais à frente e fez a dupla de volantes com Fahel - este que, surpreendentemente, fez ótima partida, é bom ressaltar. Pelas pontas, jogaram Caio na direita e Edno na esquerda. No centro, Maicosuel tinha liberdade pra se movimentar pelos dois lados, enquanto Loco Abreu continuava como referência na área.
O Botafogo parou de tentar os cruzamentos que não estavam dando certo e passou a usar a principal característica do 4-2-3-1: o toque de bola. Joel Santana merece todos os créditos pelo resultado e, assim como no último jogo, as alterações que ele fez foram decisivas. Caio pela direita e Edno pela esquerda eram perigo constante. Foram de jogadas deles que saíram os dois gols da vitória. O primeiro veio depois de uma rara falha de Xandão, que deixou Caio livre. Rogério Ceni defendeu o chute, mas Loco Abreu foi oportunista e marcou no rebote.
O São Paulo resolveu jogar só depois de tomar o gol. Dagoberto teve a melhor chance da partida quando recebeu livre na área e chutou de primeira, mas mandou pra fora. Ilsinho e Carlinhos Paraíba entraram no lugar de Casemiro e Jorge Wagner, mas o tricolor só abriu mais espaços para o contra-ataque dos cariocas, que marcou o segundo gol com Edno. Poderia até ter saído o terceiro, com Lúcio Flávio (que entrou no lugar de Maicosuel) e Leandro Guerreiro, mas ambos chutaram pra fora.
Esta partida foi um bom exemplo de como o 4-2-3-1 é mais eficiente que o 4-4-2. A nova tendência do futebol mundial é utilizada pelos principais times da Europa e tem sucesso comprovado: é usado pela Espanha campeã do mundo, pela Internazionale campeã da Champions League e pelo Internacional campeão da Libertadores. É bom lembrar que o São Paulo fez uma partida ruim, não ofereceu perigo ao adversário e saiu com uma merecida derrota - o goleiro Jefferson não fez uma única defesa o jogo todo.
A formação inicial das equipes - 3-6-1 contra 4-4-2
Joel escalou sua equipe no mesmo 3-6-1 que venceu o Santos no meio de semana. A única alteração foi a entrada do uruguaio Loco Abreu no lugar do contundido argentino Herrera. Somália e Jobson, também machucados, continuam de fora. O time de Sérgio Baresi veio no tradicional 4-4-2 com o meio-campo em losango. Como desfalques, não jogaram os machucados Alex Silva e Ricardo Oliveira e os suspensos Miranda e Cleber Santana.
O jogo começou movimentado mas sem muitas chances de gol. O São Paulo foi bem defensivamente - Xandão e Casemiro com ótimas atuações - mas não criava nada no ataque. Com Loco Abreu na área, o Botafogo tentou muitos cruzamentos mas sem sucesso.
A chave para a vitória foi a capacidade de Joel Santana de transformar uma situação negativa em positiva. Logo aos 8 minutos de jogo, o lateral esquerdo Marcelo Cordeiro se machucou e teve que ser substituído. Entrou o meia-atacante Edno, que revezou com Renato Cajá na posição de lateral. No final do primeiro tempo, o volante Marcelo Mattos também se machucou e teve que sair. No lugar dele, mais um atacante, Caio. Joel Santana queria vencer, e foi interessante ver a mudança de formação no Botafogo para o segundo tempo.
Segundo tempo: o São Paulo sem mudanças e o Botafogo num incomum 4-2-3-1
O São Paulo voltou com a mesma equipe na segunda etapa. Marlos entrou no lugar de Marcelinho depois de 12 minutos, mas a proposta de jogo era a mesma. Já o Botafogo mudou para a tática da moda, o 4-2-3-1. Cajá apoiava bastante pelo lado esquerdo, enquanto Alessandro ficou mais recuado, só na marcação. Leandro Guerreiro foi mais à frente e fez a dupla de volantes com Fahel - este que, surpreendentemente, fez ótima partida, é bom ressaltar. Pelas pontas, jogaram Caio na direita e Edno na esquerda. No centro, Maicosuel tinha liberdade pra se movimentar pelos dois lados, enquanto Loco Abreu continuava como referência na área.
O Botafogo parou de tentar os cruzamentos que não estavam dando certo e passou a usar a principal característica do 4-2-3-1: o toque de bola. Joel Santana merece todos os créditos pelo resultado e, assim como no último jogo, as alterações que ele fez foram decisivas. Caio pela direita e Edno pela esquerda eram perigo constante. Foram de jogadas deles que saíram os dois gols da vitória. O primeiro veio depois de uma rara falha de Xandão, que deixou Caio livre. Rogério Ceni defendeu o chute, mas Loco Abreu foi oportunista e marcou no rebote.
O São Paulo resolveu jogar só depois de tomar o gol. Dagoberto teve a melhor chance da partida quando recebeu livre na área e chutou de primeira, mas mandou pra fora. Ilsinho e Carlinhos Paraíba entraram no lugar de Casemiro e Jorge Wagner, mas o tricolor só abriu mais espaços para o contra-ataque dos cariocas, que marcou o segundo gol com Edno. Poderia até ter saído o terceiro, com Lúcio Flávio (que entrou no lugar de Maicosuel) e Leandro Guerreiro, mas ambos chutaram pra fora.
Esta partida foi um bom exemplo de como o 4-2-3-1 é mais eficiente que o 4-4-2. A nova tendência do futebol mundial é utilizada pelos principais times da Europa e tem sucesso comprovado: é usado pela Espanha campeã do mundo, pela Internazionale campeã da Champions League e pelo Internacional campeão da Libertadores. É bom lembrar que o São Paulo fez uma partida ruim, não ofereceu perigo ao adversário e saiu com uma merecida derrota - o goleiro Jefferson não fez uma única defesa o jogo todo.
sábado, 11 de setembro de 2010
Minnesota Vikings 9x14 New Orleans Saints: Campeões estreiam com vitória
Nesta última quinta-feira, dia 9 de setembro, começou a temporada 2010/2011 da NFL. O New Orleans Saints, atual campeão, recebeu o Minnesota Vikings. Apesar das expectativas de um jogo de muitos pontos, foram as defesas que predominaram e o Saints teve a vitória pelo menor placar em quatro anos sob o comando do técnico Sean Payton.
- Não estamos acostumados a vencer por 14x9, mas estamos acostumados a vencer. Só mostramos que podemos vencer de muitas formas diferentes - disse o quarterback Drew Brees após a partida.
O time de New Orleans começou marcando logo no primeiro drive. Com passes precisos, Brees marcou o primeiro touchdown do jogo em apenas dois minutos, em um passe para Devery Henderson. Depois disso, o que se viu foi as defesas dominando e muitos punts dos dois lados.
Aos 40 anos, Brett Favre se recusa a se aposentar e veio para mais uma temporada em Minnesota. Voltando de uma cirurgia no calcanhar, o quarterback mostrou tanto seu lado ruim - quando foi interceptado - quanto seu lado bom - quando marcou um belo touchdown num passe para Visanthe Shiancoe.
O Vikings vencia por 9x7 no intervalo, mas o Saints marcou mais uma vez logo no primeiro drive do terceiro quarto e o placar não se alterou mais. Não fossem dois field goals errados pelo kicker Garret Hartley, a vitória poderia ser um pouco mais tranquila.
Resta ver se Brett Favre pode continuar jogando no mesmo nível do ano passado e fazer uma boa temporada. E se Drew Brees vai escapar da "maldição do Madden" - quase todo ano, o jogador que é capa do jogo da EA Sports costuma fazer temporadas não muito boas. Veja no link abaixo os melhores momentos do jogo:
http://www.nfl.com/videos/nfl-game-highlights/09000d5d81a67e7c/Vikings-vs-Saints-highlights
Drew Brees lidera o Saints na primeira vitória do ano / Foto: NFL.com
- Não estamos acostumados a vencer por 14x9, mas estamos acostumados a vencer. Só mostramos que podemos vencer de muitas formas diferentes - disse o quarterback Drew Brees após a partida.
O time de New Orleans começou marcando logo no primeiro drive. Com passes precisos, Brees marcou o primeiro touchdown do jogo em apenas dois minutos, em um passe para Devery Henderson. Depois disso, o que se viu foi as defesas dominando e muitos punts dos dois lados.
Aos 40 anos, Brett Favre se recusa a se aposentar e veio para mais uma temporada em Minnesota. Voltando de uma cirurgia no calcanhar, o quarterback mostrou tanto seu lado ruim - quando foi interceptado - quanto seu lado bom - quando marcou um belo touchdown num passe para Visanthe Shiancoe.
O Vikings vencia por 9x7 no intervalo, mas o Saints marcou mais uma vez logo no primeiro drive do terceiro quarto e o placar não se alterou mais. Não fossem dois field goals errados pelo kicker Garret Hartley, a vitória poderia ser um pouco mais tranquila.
Resta ver se Brett Favre pode continuar jogando no mesmo nível do ano passado e fazer uma boa temporada. E se Drew Brees vai escapar da "maldição do Madden" - quase todo ano, o jogador que é capa do jogo da EA Sports costuma fazer temporadas não muito boas. Veja no link abaixo os melhores momentos do jogo:
http://www.nfl.com/videos/nfl-game-highlights/09000d5d81a67e7c/Vikings-vs-Saints-highlights
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Santos 0x1 Botafogo: Loco Abreu decide aos 45 do segundo tempo
Os santistas não guardam boas lembranças de enfrentar o Botafogo no Pacaembu. Na última vez que isso aconteceu pelo Campeonato Brasileiro, na final de 1995, a partida terminou 1x1 e os cariocas foram campeões. Em 1998, um empate em 2x2 pelo extinto torneio Rio-São Paulo. Em 2010, mais uma vez o Peixe não conseguiu vencer e o Fogão continua invicto contra Paulistas no Brasileirão.
Apesar de ter jogado em casa, o Santos não conseguiu se impor, deu muito espaço ao Botafogo e levou um gol aos 45 do segundo tempo. Provavelmente o 0x0 seria o resultado mais justo, mas o Santos pagou o preço por não ter sido ousado o bastante jogando em São Paulo.
Havia uma expectativa quanto ao Santos usar três atacantes ou não. No final, Dorival Júnior escalou o time no 4-4-2, com apenas Neymar e Keirrison no ataque. O que se viu no início foi uma certa pressão santista e algumas chances criadas - que pararam nas mãos de Jefferson -, mas durou pouco.
Nos 45 minutos que jogou, Keirrison fez (mais uma) péssima partida e ofereceu pouco perigo ao adversário. Marquinhos era o responsável por armar as jogadas pelo centro, mas pouco apareceu. Zezinho ficou mais livre para se movimentar pelos dois lados e jogar com Neymar. Aliás, foi com Neymar que o Santos mais assustou. Mas ainda foi pouco. O time errava muitos passes, ficava perdido na marcação adversária e não conseguia fazer jogadas individuais.
Joel Santana havia prometido jogar no ataque, mas não foi o que aconteceu. O Botafogo veio com três zagueiros e apenas Herrera na frente. Maicossuel chegava como um segundo atacante, mas pouco viu a cor da bola. Depois de segurar a pressão inicial santista, os cariocas pareciam contentes apenas em esfriar o jogo e impedir que o adversário criasse perigo. 0x0 no intervalo, objetivo cumprido.
No segundo tempo, o Botafogo veio com os mesmos jogadores, enquanto o Santos mudou. Zé Eduardo entrou no lugar do inefetivo Keirrison e Madson veio no lugar de Marquinhos pra dar mais velocidade ao time. E foi o que se viu no início da segunda etapa. Muita correria e o gol não saiu por pouco. Madson lançou Zezinho, que cruzou de primeira para o chute de Zé Eduardo. Mas lá estava Jefferson pra defender.
Depois dessa pressão inicial, Joel Santana mudou o time: tirou o volante Fahel pra entrada do atacante Caio, que jogou aberto pela direita. O jogo mudou a partir daí, com o Santos recuando e o Botafogo dominando a posse de bola. O meio-campo santista ficou perdido e não conseguia criar. Com a saída de Marquinhos, Zezinho estava agora jogando pelo meio, tentando fazer a função de Ganso, mas sem sucesso. Neymar tentava resolver sozinho, mas não conseguia. Era um time sem inspiração, sem coesão.
O Botafogo viu que poderia ganhar o jogo. Fazia jogadas rápidas mas sempre errava no último passe, não conseguia criar as oportunidades. Eram muitas tentativas de ligação direta, mas faltava a referência na área. O que logo foi corrigido com a entrada de Loco Abreu no lugar de Maicossuel. Edno também entrou, no lugar de Herrera.
O Santos tentava explorar a velocidade dos contra-ataques, mas só no final do jogo conseguiu criar uma boa chance. Madson lançou Neymar, que chutou cruzado. A bola bateu em Jefferson e passou na frente do gol. Alessandro mandou pra escanteio antes que Zé Eduardo pudesse completar.
O gol da vitória do Botafogo foi um achado. Aos 45 minutos do segundo tempo, Caio cruzou pra área e Edno ajeitou de cabeça pra Loco Abreu, que recebeu de costas pro gol. O uruguaio só deu um toquinho por cima do goleiro Rafael e mandou pro fundo das redes. Um bonito gol pra compensar uma partida que não foi muito bonita.
Nota: Foi a primeira vez que fui ao Pacaembu. Primeira vez que vi meu time (Botafogo) ao vivo. Eu sairia feliz de lá com um empate; com essa vitória, então... é algo indescritível e que será inesquecível.
Apesar de ter jogado em casa, o Santos não conseguiu se impor, deu muito espaço ao Botafogo e levou um gol aos 45 do segundo tempo. Provavelmente o 0x0 seria o resultado mais justo, mas o Santos pagou o preço por não ter sido ousado o bastante jogando em São Paulo.
A formação inicial das duas equipes
Havia uma expectativa quanto ao Santos usar três atacantes ou não. No final, Dorival Júnior escalou o time no 4-4-2, com apenas Neymar e Keirrison no ataque. O que se viu no início foi uma certa pressão santista e algumas chances criadas - que pararam nas mãos de Jefferson -, mas durou pouco.
Nos 45 minutos que jogou, Keirrison fez (mais uma) péssima partida e ofereceu pouco perigo ao adversário. Marquinhos era o responsável por armar as jogadas pelo centro, mas pouco apareceu. Zezinho ficou mais livre para se movimentar pelos dois lados e jogar com Neymar. Aliás, foi com Neymar que o Santos mais assustou. Mas ainda foi pouco. O time errava muitos passes, ficava perdido na marcação adversária e não conseguia fazer jogadas individuais.
Joel Santana havia prometido jogar no ataque, mas não foi o que aconteceu. O Botafogo veio com três zagueiros e apenas Herrera na frente. Maicossuel chegava como um segundo atacante, mas pouco viu a cor da bola. Depois de segurar a pressão inicial santista, os cariocas pareciam contentes apenas em esfriar o jogo e impedir que o adversário criasse perigo. 0x0 no intervalo, objetivo cumprido.
No segundo tempo, o Botafogo veio com os mesmos jogadores, enquanto o Santos mudou. Zé Eduardo entrou no lugar do inefetivo Keirrison e Madson veio no lugar de Marquinhos pra dar mais velocidade ao time. E foi o que se viu no início da segunda etapa. Muita correria e o gol não saiu por pouco. Madson lançou Zezinho, que cruzou de primeira para o chute de Zé Eduardo. Mas lá estava Jefferson pra defender.
Depois dessa pressão inicial, Joel Santana mudou o time: tirou o volante Fahel pra entrada do atacante Caio, que jogou aberto pela direita. O jogo mudou a partir daí, com o Santos recuando e o Botafogo dominando a posse de bola. O meio-campo santista ficou perdido e não conseguia criar. Com a saída de Marquinhos, Zezinho estava agora jogando pelo meio, tentando fazer a função de Ganso, mas sem sucesso. Neymar tentava resolver sozinho, mas não conseguia. Era um time sem inspiração, sem coesão.
O Botafogo viu que poderia ganhar o jogo. Fazia jogadas rápidas mas sempre errava no último passe, não conseguia criar as oportunidades. Eram muitas tentativas de ligação direta, mas faltava a referência na área. O que logo foi corrigido com a entrada de Loco Abreu no lugar de Maicossuel. Edno também entrou, no lugar de Herrera.
O Santos tentava explorar a velocidade dos contra-ataques, mas só no final do jogo conseguiu criar uma boa chance. Madson lançou Neymar, que chutou cruzado. A bola bateu em Jefferson e passou na frente do gol. Alessandro mandou pra escanteio antes que Zé Eduardo pudesse completar.
O gol da vitória do Botafogo foi um achado. Aos 45 minutos do segundo tempo, Caio cruzou pra área e Edno ajeitou de cabeça pra Loco Abreu, que recebeu de costas pro gol. O uruguaio só deu um toquinho por cima do goleiro Rafael e mandou pro fundo das redes. Um bonito gol pra compensar uma partida que não foi muito bonita.
Loco Abreu comemora / Foto: Ari Ferreira
Nota: Foi a primeira vez que fui ao Pacaembu. Primeira vez que vi meu time (Botafogo) ao vivo. Eu sairia feliz de lá com um empate; com essa vitória, então... é algo indescritível e que será inesquecível.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Argentina 4x1 Espanha: Os campeões do mundo são surpreendidos
Um golaço de Messi, o oportunismo de Higuain e uma lambança do goleiro Reina decidiram o jogo já no primeiro tempo. A Argentina venceu o amistoso disputado em Buenos Aires, no Monumental de Nuñez e mostrou que sua força não está só no ataque.
Sergio Batista, técnico interino da Argentina, mostrou um bom trabalho, fazendo coisas simples que Maradona poderia ter feito: Javier Zanetti e Cambiasso foram titulares e Messi jogou na sua posição de origem, como um atacante pela direita e não como um armador pelo meio, a forma que Maradona insistiu em fazê-lo jogar. Batista escalou o time no 4-3-3 com três volantes.
O que chamou atenção na formação inicial da Espanha foi a falta de um centro-avante. David Villa jogou bem aberto pela esquerda, centralizando qando o lateral subia para apoiar. David Silva jogou aberto pela direita e Fabregas começou como titular no lugar de Xavi. Na defesa, várias mudanças: começaram jogando o goleiro Reina, o zagueiro Marchena e os laterais Arbeloa e Monreal.
A principal característica do jogo da Espanha é o toque de bola. Sabendo disso, Sergio Batista armou seu time com três jogadores defensivos no meio-campo - bem diferente do que Maradona fez na Copa do Mundo, quando Mascherano era o único marcador. A ideia era roubar a bola e partir rapidamente para o contra-ataque. E não poderia dar mais certo.
Logo aos 10 minutos, jogada de rápido contra-ataque. Depois de receber passe de Tevez, Messi faz um bonito gol tocando por cima do goleiro. Aos 13, Tevez lança e Higuain recebe livre, dribla o goleiro e faz o segundo. Não deu nem 20 minutos de jogo e a torcida já gritava olé. O terceiro gol veio numa falha incrível do goleiro Reina, que escorregou na hora de dar o chutão e deu um presente pra Tevez, que não desperdiçou e marcou.
Apesar disso, a Espanha não estava tão mal quanto o placar sugeria. Tivesse um pouco mais de sorte, poderia até ter empatado o jogo. David Villa acertou duas bolas na trave no primeiro tempo e Cazorla acertou uma no segundo.
Depois do intervalo, a Espanha fez várias mudanças e voltou ao seu 4-2-3-1 tradicional, com Llorente como centro-avante, Cazorla na ponta esquerda e Navas na ponta direita. Depois de alguns minutos, Xavi entrou no lugar de Fabregas. a Argentina manteve os mesmos jogadores, recuou e a Espanha pressionou.
Lembrou até o jogo da Espanha contra a Suíça na Copa do Mundo. Pressão dos espanhóis, mas sem resultado. Quando a bola ia no gol, lá estava o goleiro Romero pra salvar. Parecia que o jogo ia acabar dessa forma mas, aos 39 minutos, Llorente diminuiu em um típico gol de centro-avante: recebeu de costas pro gol na pequena área, girou e chutou no canto. A Argentina finalmente resolveu tentar alguns contra-ataques e marcou o quarto com Aguero, de cabeça, aos 45 minutos.
É interessante olhar as estatísticas e ver que a Argentina teve 7 chutes a gol, 6 acertaram o alvo e 4 foram gol. A Espanha chutou 22 vezes, 3 foram na trave, apenas 4 foram no alvo e só um gol foi marcado. A Argentina de Maradona era sempre ofensiva, priorizava o ataque e não mudava sua forma de jogar de acordo com o adversário. A nova Argentina priorizou a defesa, jogou de acordo com as características do adversário e não deixou de ser ofensiva e muito perigosa. Foi uma grande atuação de todo o time. Venceu e convenceu contra os "melhores do mundo".
A formação inicial das duas equipes
Sergio Batista, técnico interino da Argentina, mostrou um bom trabalho, fazendo coisas simples que Maradona poderia ter feito: Javier Zanetti e Cambiasso foram titulares e Messi jogou na sua posição de origem, como um atacante pela direita e não como um armador pelo meio, a forma que Maradona insistiu em fazê-lo jogar. Batista escalou o time no 4-3-3 com três volantes.
O que chamou atenção na formação inicial da Espanha foi a falta de um centro-avante. David Villa jogou bem aberto pela esquerda, centralizando qando o lateral subia para apoiar. David Silva jogou aberto pela direita e Fabregas começou como titular no lugar de Xavi. Na defesa, várias mudanças: começaram jogando o goleiro Reina, o zagueiro Marchena e os laterais Arbeloa e Monreal.
A principal característica do jogo da Espanha é o toque de bola. Sabendo disso, Sergio Batista armou seu time com três jogadores defensivos no meio-campo - bem diferente do que Maradona fez na Copa do Mundo, quando Mascherano era o único marcador. A ideia era roubar a bola e partir rapidamente para o contra-ataque. E não poderia dar mais certo.
Logo aos 10 minutos, jogada de rápido contra-ataque. Depois de receber passe de Tevez, Messi faz um bonito gol tocando por cima do goleiro. Aos 13, Tevez lança e Higuain recebe livre, dribla o goleiro e faz o segundo. Não deu nem 20 minutos de jogo e a torcida já gritava olé. O terceiro gol veio numa falha incrível do goleiro Reina, que escorregou na hora de dar o chutão e deu um presente pra Tevez, que não desperdiçou e marcou.
Apesar disso, a Espanha não estava tão mal quanto o placar sugeria. Tivesse um pouco mais de sorte, poderia até ter empatado o jogo. David Villa acertou duas bolas na trave no primeiro tempo e Cazorla acertou uma no segundo.
Depois do intervalo, a Espanha fez várias mudanças e voltou ao seu 4-2-3-1 tradicional, com Llorente como centro-avante, Cazorla na ponta esquerda e Navas na ponta direita. Depois de alguns minutos, Xavi entrou no lugar de Fabregas. a Argentina manteve os mesmos jogadores, recuou e a Espanha pressionou.
Lembrou até o jogo da Espanha contra a Suíça na Copa do Mundo. Pressão dos espanhóis, mas sem resultado. Quando a bola ia no gol, lá estava o goleiro Romero pra salvar. Parecia que o jogo ia acabar dessa forma mas, aos 39 minutos, Llorente diminuiu em um típico gol de centro-avante: recebeu de costas pro gol na pequena área, girou e chutou no canto. A Argentina finalmente resolveu tentar alguns contra-ataques e marcou o quarto com Aguero, de cabeça, aos 45 minutos.
É interessante olhar as estatísticas e ver que a Argentina teve 7 chutes a gol, 6 acertaram o alvo e 4 foram gol. A Espanha chutou 22 vezes, 3 foram na trave, apenas 4 foram no alvo e só um gol foi marcado. A Argentina de Maradona era sempre ofensiva, priorizava o ataque e não mudava sua forma de jogar de acordo com o adversário. A nova Argentina priorizou a defesa, jogou de acordo com as características do adversário e não deixou de ser ofensiva e muito perigosa. Foi uma grande atuação de todo o time. Venceu e convenceu contra os "melhores do mundo".
terça-feira, 7 de setembro de 2010
UCL Preview - Grupo F: Chelsea, Olympique de Marseille, Spartak Moscou, Zilina
Chelsea
O atual campeão inglês ainda corre atrás do seu primeiro título da Champions League - uma obsessão do dono do time, o bilionário russo Roman Abramovich. Até agora ele só viu sua equipe chegar à final uma vez, em 2008, e ser derrotada nos pênaltis para o Manchester United.
O Chelsea continua forte nesta temporada, já começou goleando seus adversários e é favorito em todas as competições que disputa. Talvez o único problema seja o elenco que foi relativamente reduzido - saíram jogadores importantes como Ricardo Carvalho, Deco, Ballack e Joe Cole. Chegaram apenas Ramires e Benayoun. Sem contar os jogadores com menos de 21 anos, há apenas 19 atletas no elenco. Os torcedores estão rezando para que não aconteçam muitas contusões...
Olympique de Marseille
O Marseille é o atual campeão nacional e foi o único time francês a vencer a Champions League, em 1993. Na época, Didier Deschamps era o capitão que levantou a taça. Hoje ele é quem comanda o time do banco.
Entre as contratações para esta temporada está a dupla de atacantes Gignac e Remy, ambos da nova geração da renovada - e, por enquanto, ainda sem sucesso - seleção francesa.
As esperanças de classificação são bem maiores que ano passado, quando o Marseille foi sorteado no mesmo grupo de Milan e Real Madrid e acabou eliminado na primeira fase.
Spartak Moscou
O Spartak é o time russo que mais se destacou na Champions League. Com 17 participações, eles já chegaram à semifinal em 1991.
O vice-campeão da Rússia tem quatro brasileiros entre seus principais jogadores: Ibson (ex-Flamengo), Welliton (ex-Goiás), Alex (ex-Internacional) e Ari (ex-Fortaleza). Welliton, inclusive, é o artilheiro do campeonato russo pelo segundo ano consecutivo.
Em um grupo que não é tão difícil, o Spartak conta com o frio da Rússia pra vencer seus jogos em casa e tentar a classificação.
Zilina
Os campeões da Eslováquia vão jogar a fase de grupos pela primeira vez. Por disputarem uma liga nacional fraca, o Zilina tem um dos mais baixos coeficientes entre os 32 participantes e teve que disputar três fases eliminatórias. Na última delas, a vitória contra o Sparta Praga foi muito comemorada e apenas participar da fase de grupos já é um feito. Dá pra ver que o Zilina vai ficar contente com sua participação se não acabar como um saco de pancadas.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
UCL Preview - Grupo E: Bayern, Roma, Basel, Cluj
Bayern
Pra variar, o Bayern foi campeão alemão em 2010. O time que foi até uma surpresa na última Champions League ao chegar à final manteve seus principais jogadores e é a base da seleção alemã, com Lahm, Badstuber, Schweinsteiger, Kroos, Muller e Klose. O holandês Robben e o francês Ribery são as estrelas internacionais.
Em um grupo não muito complicado, dificilmente a equipe de Munique não se classifica em primeiro.
Roma
A Roma é o time do "quase". Contando com a última temporada, foram seis vezes vice-campeões italianos nos últimos 10 anos. Este ano foram vice também na Copa da Itália e na Supercopa. O melhor resultado em uma Chapions League, adivinhe? Segundo lugar, em 1984.
A temporada não começou bem para o time de Totti, mas é cedo pra dizer que a Roma está mal. De qualquer forma, são favoritos a ficar com o segundo lugar no grupo.
Basel
Os campeões suíços chegaram à fase de grupos com uma certa facilidade, derrotando sem problemas Debreceni (Hungria) e Sheriff (Moldávia) nas fases preliminares. Seu melhor resultado na competição é ter chegado às quartas de final em 1974. Desta vez vai ser difícil passar para as oitavas - um terceiro lugar e vaga na Europa League é o caminho mais provável.
Cluj
O Cluj é um clube de sucesso recente, que em 2002 disputava a terceira divisão da Romênia. Depois de receber grandes investimentos em infraestrutura, gerenciamento e contratações, o clube foi crescendo e de lá pra cá já ganhou sete títulos nacionais e chega à fase de grupos da Champions League pela segunda vez. Apesar disso, o time não tem jogadores de destaque a nível internacional; uma vaga na Europa League já estaria de bom tamanho.
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