sábado, 22 de janeiro de 2011

Copa da Ásia: Gols na prorrogação levam Austrália e Coreia do Sul às semifinais

Em duas partidas bem parecidas, a Austrália venceu o Iraque e a Coreia do Sul venceu o Irã com um gol na prorrogação. Em ambos os jogos, muito equilíbrio e poucas jogadas criadas. O bom futebol ficou devendo, e no final os favoritos se deram bem. Agora, Japão x Coreia do Sul e Uzbequistão x Austrália farão as semifinais da Copa da Ásia, enquanto os países árabes ficaram sem nenhum representante na competição.

Austrália 1x0 Iraque

Austrália e Iraque no 4-4-2

O Iraque é o atual campeão, mas quem carregava o peso do favoritismo era a Austrália. Os Socceroos não se aproveitaram da sua superioridade teórica e a partida foi se arrastando. As poucas chances criadas eram desperdiçadas: McKay perdeu frente a frente com o goleiro - o mesmo fez o iraquiano Emad mais tarde. O zagueiro Ognenovski quase fez um golaço de bicicleta, mas a bola, que tinha endereço certo, desviou em Jedinak e foi pra fora. A três minutos do fim do segundo tempo da prorrogação, Kewell apareceu entre dois defensores iraquianos para cabecear o cruzamento de McKay e fazer o gol da vitória.

A Austrália mostrou pouca variedade ofensiva mas venceu justamente na sua jogada característica, o cruzamento na área. A defesa que sofreu apenas um gol até agora e raramente falha é o ponto forte da equipe. E quando tudo mais dá errado, Schwarzer - possivelmente o melhor goleiro da competição - aparece pra salvar a pátria.

Irã 0x1 Coreia do Sul

Irã no 4-3-3 e Coreia do Sul no 4-2-3-1

O Irã teve a vantagem de ter descansado quase todos os titulares na última partida, enquanto a Coreia do Sul conseguiu manter praticamente todo o time titular sem contusões ou suspensões. Foi a quinta vez consecutiva que as duas seleções se enfrentaram nas quartas de final da Copa da Ásia. Nas edições anteriores, cada um tinha se classificado em duas ocasiões. Com a vitória de hoje, os Taegeuk Warriors eliminaram o Team Melli pela terceira vez nos últimos cinco encontros nesta fase eliminatória e enfrentam os rivais japoneses na semifinal.

Equilibrado do início ao fim, parecia que o jogo iria para a decisão nos pênaltis. Mas se teve um time que foi melhor, foi a Coreia do Sul. O gol da vitória veio no fim do primeiro tempo da prorrogação, quando o substituto Yoon Bit Garam chutou cruzado de fora da área, no canto do goleiro Rahmati. Nos 15 minutos finais o Irã resolveu pressionar com tudo o que tinha, mas os sul-coreanos resistiram e garantiram a classificação.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Japão 3x2 Qatar: Com um a menos, Japão consegue virada dramática

Kagawa finalmente brilhou na Copa da Ásia / Foto: Getty Images

Em uma partida emocionante, o Japão teve que se superar mais uma vez para buscar a vitória com um jogador a menos. O Qatar esteve na frente do placar duas vezes, mas não suportou a pressão dos japoneses e cedeu a virada no final do segundo tempo, para a decepção da torcida local. Apesar disso, não foi uma campanha ruim dos donos da casa, que se recuperaram de uma derrota na estreia - 2x0 para o Uzbequistão - com boas vitórias contra China (2x0) e Kuwait (3x0), e deram muitas dificuldades aos Samurais Azuis. Esperava-se que os 25.000 lugares do Al Gharafa Stadium estariam ocupados, mas poucos menos de 20.000 torcedores foram assistir a partida das quartas de final.

Japão no 4-2-3-1 e Qatar no 4-4-2

O Japão não podia contar com Matsui (lesionado, não joga mais na Copa da Ásia) e Uchida (suspenso). Assim como no jogo anterior, Okazaki começou jogando pela ponta direita e Inoha ganhou a vaga na lateral direita. O Qatar veio com quase o mesmo time que venceu o Kuwait por 3x0 - o francês Bruno Metsu mexeu apenas na lateral direita, trocando Kasola por Mesaad.

Com o apoio da torcida, o Qatar foi pra cima e criou as primeiras chances de gol. O uruguaio Sebastian Soria fez boa jogada pela direita e a bola sobrou para Mesaad, que chutou para a defesa de Kawashima. Em seguida, Mesaad chutou de longe e o goleiro japonês mais uma vez teve que trabalhar. Aos 12 minutos, o Qatar abriu o placar. Soria recebeu lançamento por trás da defesa - que tentou fazer linha de impedimento -, invadiu a área, driblou Yoshida e chutou rasteiro, por baixo dos braços de Kawashima, que não conseguiu defender.

O Japão empatou aos 29 minutos, quando Okazaki recebeu passe de Honda e ficou na cara do gol; ele só deu um toquinho por cima do goleiro e Kagawa apareceu pra completar de cabeça, quase em cima da linha.

No segundo tempo, depois que o brasileiro Fábio César entrou no lugar de El Sayed, começou a dar tudo certo para o Qatar e tudo errado para o Japão. Yoshida, que já tinha amarelo, foi na dividida com Ahmed e conseguiu tirar a bola, mas acabou se enroscando com as pernas do adversário, que valorizou bastante o lance. O árbitro não teve dúvidas e expulsou o zagueiro japonês. Com toda a polêmica gerada acerca de que nem teria sido falta, Fábio César foi para a cobrança e, mesmo com pouco ângulo, chutou direto, por baixo. Kawashima não chegou a tempo e só defendeu quando a bola já estava dentro do gol. Foi o segundo gol do brasileiro na Copa da Ásia, o segundo de falta. A televisão mostrou a decepção de Yoshida, que ainda estava na lateral do campo no momento do gol.

A torcida se empolgou e fez a festa, vendo seu time perto das semifinais. Porém, mesmo com toda a pressão, perdendo por 2x1 e com um jogador a menos, foi a partir daí que o Japão passou a jogar melhor - da mesma forma que contra a Síria na fase de grupos. Para recompor a defesa, Maeda deu lugar a Iwamasa. Não passou muito tempo e o Japão empatou mais uma vez. Okazaki recebeu na entrada da área e tentou dominar; a bola ficou com Kagawa, que se livrou do zagueiro e chutou sem chance para o goleiro.

O Japão dominava mesmo com um homem a menos, enquanto o Qatar tentava os contra-ataques. Parecia que os donos da casa queriam mais ir pra prorrogação, pra explorar o maior cansaço dos adversários. Aos 44 minutos, Kagawa recebeu na área um belo passe de Hasebe, driblou o goleiro e foi derrubado por trás antes de poder chutar para o gol livre. Mas a bola sobrou para Inoha, que fez o gol da virada.

Finalmente brilhou na Copa da Ásia a nova estrela do futebol japonês, Shinji Kagawa. Com apenas 21 anos, ele já é um dos destaques do Borussia Dortmund, que lidera com folga o Campeonato Alemão. O Japão mostrou uma incrível capacidade de reação jogando sob forte pressão e com um jogador a menos - de novo. Okazaki e Inoha substituíram bem Matsui e Uchida, enquanto Iwamasa está recuperado de lesão e poderá ser titular no próximo jogo. Honda apareceu mais como um criador do que finalizador, dando passes importantes para os dois primeiros gols. Pelo lado negativo, Maeda - de novo - pouco apareceu, Kawashima não mostrou muita segurança e a defesa mais uma vez cometeu falhas que quase custaram caro. O adversário dos japoneses na semifinal será o vencedor de Irã x Coreia do Sul.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Japão 5x0 Arábia Saudita: Goleada deixa os Samurais Azuis em primeiro no grupo

Okazaki (9) marcou três gols em sua primeira partida como titular no torneio / Foto: AFP

O que era pra ser a partida decisiva do Grupo B, entre os favoritos Japão e Arábia Saudita, acabou sendo um passeio no parque. Desmotivada com a eliminação precoce, a seleção saudita não ofereceu muita resistência e foi facilmente goleada por 5x0. O desânimo da seleção árabe se refletiu também nas arquibancadas - apenas 2.000 torcedores compareceram ao Al Rayyan Stadium, na cidade de Al Rayyan. A maioria, claro, japoneses.

Arábia Saudita no 4-4-2 e Japão no 4-2-3-1

O Japão teve duas baixas para a partida: o goleiro Kawashima, expulso no jogo anterior, e Matsui, que distendeu um músculo na coxa e está fora da Copa da Ásia. Nishikawa foi para o gol e Okazaki jogou na ponta direita. Honda foi poupado e Kashiwagi entrou em seu lugar.

O primeiro gol já saiu com 7 minutos de jogo. Endo lançou Okazaki, que recebeu livre, deu um chapéu no goleiro e marcou. Sem muita dificuldade, o segundo saiu aos 12 minutos. Kagawa cruzou, Okazaki mergulhou e fez de cabeça. Aos 18 minutos, já estava 3x0. Nagatomo cruzou pela esquerda e Maeda apareceu na área pra desviar pro gol e enfim desencantar.

Maeda marcou mais um logo no início do segundo tempo, se antecipando ao goleiro para escorar de cabeça o cruzamento de Inoha. Com o vitória garantida, o Japão não precisou se esforçar na segunda etapa, mas ainda cabia mais. A 10 minutos do fim, Okazaki recebeu de Maeda na área e chutou sem chances para o goleiro, fazendo seu hat-trick no jogo.

Com apenas 24 anos, Okazaki já é o 8º maior artilheiro da história do Japão, com 21 gols em 38 partidas. O jogador do Shimizu S-Pulse deve se transferir para o Stuttgart no final do mês. Com a perda de Matsui para o resto da competição, é quase certo que o camisa 9 continuará como titular na fase final.

Para os sauditas, ficou a decepção de ver o time ser eliminado com três derrotas. Os Falcões Verdes, tricampeões da Copa da Ásia e que já foram uma potência do futebol no continente, hoje sofrem com a decadência e a falta de bons jogadores. Demitir o técnico depois da primeira derrota também não ajudou.

Com a vitória, o Japão se classificou em primeiro - graças ao saldo de gols - e joga contra o Qatar nas quartas de final. No outro jogo do grupo, a Jordânia venceu a Síria por 2x1 e garantiu a vaga em segundo lugar para enfrentar o Uzbequistão. Veja como ficou a classificação final:


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

China 2x2 Uzbequistão: Empate classifica uzbeques e elimina chineses

Djeparov é marcado por Zhao Xuri / Foto: AFP

Em uma das melhores partidas da Copa da Ásia até agora, o Uzbequistão encerrou sua participação na primeira fase garantindo o primeiro lugar do Grupo A, com duas vitórias e um empate. A China, que ganhou do Kuwait mas perdeu do Qatar, está eliminada.

A formação inicial das equipes

A única mudança na seleção do Uzbequistão com relação ao último jogo foi a entrada de Novkarov no lugar de Tursunov. A China já veio com cinco mudanças: o goleiro Yang Zhi e o volante Zhao Xuri voltaram ao time depois de ficarem de fora na derrota para o Qatar. O zagueiro Li Xuepeng e os meias Wang Song e Hao Junmin também ganharam a posição.

O Uzbequistão, apesar de ter vencido nas duas primeiras rodadas, ainda não estava garantido na próxima fase. A China precisava da vitória e ainda torcia contra o Qatar na outra partida do grupo.

Com os dois times atacando, as chances de gol não demoraram a aparecer. Aos 2 minutos, Shatskikh perdeu um gol incrível ao chutar pra fora depois de receber um cruzamento na cara do gol. Aos 5, cobrança de falta para a China. Xuepeng cabeceia pro gol e Nesterov faz grande defesa, mandando pra escanteio. Na sequência, a China cobra curto e levanta a bola na área; Yu Hai pega de cabeça, a bola desvia em Akhmedov e engana o goleiro. 1x0 China.

As chances de gol eram criadas e os goleiros apareciam bem pra defender. Zhao Xuri chutou de fora da área e acertou o travessão aos 20 minutos. Aos 29, depois de uma boa troca de passes no ataque uzbeque, Ddjeparov deixou Akhmedov na cara do gol. O zagueiro mostrou a frieza de um centroavante - será que o número 9 que ele usa não é por acaso? - e colocou no canto do goleiro, empatando o jogo para o Uzbequistão. Foi o segundo gol do zagueiro no torneio, que já havia feito um golaço de fora da área na partida de estreia.

A China ainda poderia ter feito o segundo gol em uma jogada de contra-ataque pelo lado direito, onde Junmin cruzou para a cabeçada de Gao Lin. Nesterov fez milagre pra defender.

No segundo tempo, logo aos 30 segundos de jogo, Geynrikh chutou de longe e marcou um golaço. Yang Zhi, um pouco adiantado, não alcançou a bola. Depois de sofrer a virada, a China partiu pro ataque. Com o Qatar vencendo o Kuwait na outra partida que acontecia ao mesmo tempo, os chineses precisavam de mais três gols. E não demorou pra sair o empate. Junmin - o único que joga fora do seu país, no Schalke 04 - cobrou falta com perfeição e acertou no ângulo, sem chance para o goleiro. Mais um golaço e 2x2 no placar.

Dois minutos depois, o terceiro gol não saiu por muito pouco. Wang Song cruzou e Gao Lin, livre na pequena área, mergulhou para cabecear, mas a bola foi pra fora. A China pressionava, mas Nesterov, que estava num grande dia, fechou o gol.

Como primeiro colocado do Grupo A, o Uzbequistão enfrenta nas quartas de final o segundo colocado do Grupo B, que tem Japão, Jordânia e Síria ainda disputando duas vagas. O Qatar, que venceu o Kuwait por 3x0, ficou com o segundo lugar e pega o vencedor do Grupo B. Veja como ficou a classificação:


domingo, 16 de janeiro de 2011

Irã 1x0 Coreia do Norte: Team Melli é o primeiro classificado para a segunda fase

Ansari Fard (10) fez o gol da vitória do Irã / Foto: AFP

O Irã esteve longe de ser brilhante, mas venceu a decepcionante Coreia do Norte e é a primeira equipe a garantir a classificação para as quartas de final da Copa da Ásia. A partida foi realizada no Qatar Sports Club Stadium, com um público de pouco mais de 6.000 torcedores.

A formação inicial das equipes

O técnico iraniano Afshin Ghotbi escalou um time bem diferente daquele que venceu o Iraque na primeira rodada. Além de mudar o esquema do 4-4-2 para um 4-5-1, tiveram quatro mudanças entre os titulares: Nouri no meio-campo, Heidari na ponta direita, Khalatbari na ponta esquerda e o jovem Ansari Fard, de 20 anos, na frente. A Coreia do Norte, que agora adota um 4-4-2 mais tradicional - na Copa do Mundo, eles jogavam com cinco zagueiros -, também teve mudanças com relação ao primeiro jogo. Começaram como titulares o zagueiro Ri Jun Il e o meia Mun In Guk.

O que chamou a atenção, além da atuação abaixo do esperado do Irã e da aparente falta de ímpeto ofensivo da Coreia do Norte foi a arbitragem polêmica de Abdula Shukralla, do Bahrein. No primeiro tempo, Ansari Fard recebeu lançamento na área, ganhou do zagueiro e mandou pro gol, mas a jogada foi anulado pelo árbitro, que viu falta do atacante iraniano no lance. No segundo tempo, Jong Tae Se foi derrubado na área, mas nada foi marcado.

Aliás, foi Tae Se quem mais causou perigo ao gol do Irã. Porém, como a Coreia não criava e a bola pouco chegava aos seus pés, a única boa chance do atacante foi em uma cobrança de falta, onde ele chutou forte e o goleiro Rahmati defendeu.

A partida não empolgava e o 0x0 era merecido. No segundo tempo, quando parecia que nada ia mudar, entra o atacante Rezaei no lugar do lateral Nosrati no Irã. Com isso, Heidari recuou para a lateral direita e Rezaei jogou na ponta direita. A tentativa de deixar o time mais ofensivo deu certo e o gol saiu logo em seguida, apesar de que foi pelo lado esquerdo: depois de uma cobrança rápida de lateral, Nouri cruzou e Ansari Fard desviou para o gol, tirando do goleiro Myong Guk.

Perdendo o jogo, o técnico norte-coreano mexeu no time, mas estranhamente quem saiu foi Tae Se para a entrada do atacante Pak Chol Min. A limitação da Coreia do Norte em criar jogadas no ataque ficou evidente, e só nos acréscimos eles tiveram uma boa chance de conseguir o empate: depois de pressionar e tocar a bola na frente da área iraniana, Hyong Jo dominou e chutou no travessão.

Com isso, o Irã está garantido na próxima fase, enquanto a Coreia do Norte precisa vencer o Iraque e torcer para que os Emirados Árabes não vençam o Irã. Mas com esse futebol nada ousado é difícil acreditar que eles possam ganhar de alguém...

sábado, 15 de janeiro de 2011

Austrália 1x1 Coreia do Sul: Empate no duelo dos favoritos

Park Ji Sung e Luke Wilkshire disputam a bola / Foto: Kin Cheung

Austrália e Coreia do Sul fizeram um jogo de "Copa do Mundo" pelo Grupo C, onde ninguém saiu vencedor. Os dois times com estilos de jogo diferentes: a Austrália é mais física, busca a linha de fundo e os cruzamentos para Cahill e Kewell, enquanto a Coreia é mais leve e rápida, toca bem a bola e faz jogadas em velocidade. O público esteve acima da média desta Copa da Ásia - 15.000 pessoas no Al Gharafa Stadium, em Doha, Qatar.

 
A formação inicial das equipes

A Austrália entrou em campo com a mesma equipe que derrotou a Índia na primeira rodada em ritmo de treino. Na Coreia do Sul, a única mudança foi a entrada do zagueiro Jae Won no lugar de Tae Hwi, que foi expulso na partida contra o Bahrein.

A Coreia do Sul tomou a iniciativa no início, mas a Austrália foi quem mais assustou quando chegou ao ataque. Aos 6 minutos, cobrança de falta na área e a bola sobrou para Kewell que, na frente do gol, chutou pra fora.

Aos 23 minutos, a Coreia aproveitou um momento de indecisão da defesa adversária pra abrir o placar. Dong Won recebeu lançamento na área, dominou e tocou para Koo Ja Cheol, livre no meio da área, que mandou no canto de Schwarzer. Foi o terceiro gol de Ja-Cheol no torneio, que seria o artilheiro se Ismael Abdulatif, do Bahrein, não tivesse marcado quatro vezes na vitória por 5x2 contra a Índia na outra partida do grupo. Por pouco não saiu o segundo gol 3 minutos depois. Young Pyo fez boa jogada pela esquerda e tabelou com Dong Won, mas Schwarzer defendeu.

Kewell teve mais duas oportunidades de marcar na primeira etapa, uma em cobrança de falta e outra em um chute da entrada da área, mas em ambas ele apenas assustou o goleiro Sung Ryong, mandando pra fora. Cahill, meio sumido, também teve sua chance: recebeu livre na cara do goleiro, mas Cha Du Ri fez o desarme no último instante e salvou a pátria sul-coreana.

A partida continuou equilibrada no segundo tempo, e aos 16 minutos saiu o gol de empate da Austrália. Depois de uma cobrança de escanteio, a bola sobrou para Neil, que cruzou no meio da área. O goleiro saiu mal e Jedinak cabeceou para as redes. A Coreia teve mais algumas chances de fazer o segundo, mas Schwarzer sempre apareceu bem pra defender.

Foi um bom jogo, como se espera quando dois candidatos ao título se enfrentam. Se fosse uma luta de boxe os coreanos provavelmente venceriam por pontos, mas não dá pra dizer que o empate foi injusto. Se Kewell estivesse num dia melhor e acertasse a pontaria, os australianos também poderiam ter vencido. De qualquer forma, é possível que as duas equipes se encontrem novamente em uma eventual final. A classificação está mais fácil para a Coreia do Sul, que vai enfrentar a limitada seleção da Índia. Já a Austrália precisa de pelo menos um empate contra o Bahrein, que deu trabalho aos coreanos.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Síria 1x2 Japão: Com um a menos, Japão consegue vitória suada

Honda e Matsui comemoram o gol da vitória / Foto: AFP

Em uma grande partida pela segunda rodada do Grupo B, o Japão derrotou a Síria, assumiu a liderança do grupo e só precisa derrotar a já eliminada Arábia Saudita para se classiificar em primeiro lugar.

A formação inicial das equipes

O italiano Alberto Zaccheroni escalou exatamente o mesmo time que empatou com a Jordânia na estreia. O técnico romeno da Síria, Valeriu Tita, fez apenas uma mudança na equipe que venceu a Arábia Saudita: o atacante Malki deu lugar ao meia Aouad. Teoricamente a formação não mudou, mas ficou clara uma postura mais defensiva dos sírios.

Assim como no jogo passado, o Japão foi pro ataque desde o início, pressionava muito mas criava poucas chances de gol. A Síria se defendia bem, mas ao contrário da Jordânia, também ia pro ataque de vez em quando.

Só que, desta vez, de tanto insistir o Japão conseguiu o seu gol. Aos 34 minutos, Honda avançou pela direita até a linha de fundo e cruzou rasteiro. Kagawa recebeu na entrada da área, driblou dois e chutou em cima do goleiro. No rebote, Matsui ajeitou para Hasebe, que mandou pro gol. Gol chorado, 1x0 Japão.

Por todo o domínio que teve no primeiro tempo, o placar poderia ser ainda maior. Maeda mais uma vez decepcionou, perdendo várias oportunidades e mostrando que centroavante ainda é um problema para o Japão. A Síria ainda não tinha um único chute a gol.

O segundo tempo começou num ritmo bem mais lento. Para deixar o time mais ofensivo, Valeriu Tita colocou o atacante Al Khatib no lugar de Aouad. Logo depois trocou um atacante por outro: Al Zino por Malki. Zaccheroni também fez uma mudança: Okazaki no lugar de Kagawa.

Apesar de atacar mais, a Síria só conseguiu seu gol graças a uma lambança da defesa japonesa. Aos 24 minutos, Hasebe e Nagatomo se desentenderam em um recuo de bola, que ficou na fogueira pra Kawashima tirar com os pés, mas o chute saiu fraco e, na dividida entre Konno e Al Khatib, a bola sobrou para Malki, livre e sem goleiro. Kawashima mergulhou nos pés do atacante sírio e o derrubou. O bandeirinha marcou impedimento, mas o árbitro decidiu expulsar Kawashima e marcar pênalti. Maeda saiu para a entrada do goleiro reserva, Nishikawa. Depois de mais de 5 minutos de jogo parado, Al Khatib cobrou bem a penalidade e empatou a partida. Festa total dos sírios, que comemoraram se ajoelhando em direção a Meca, conforme os costumes muçulmanos.

A partir daí, o jogo ficou emocionante. Com um jogador a mais, a Síria buscava a vitória. Porém, incrivelmente, o Japão melhorou com um jogador a menos. Seria por causa da ausência do inoperante Maeda? Seria por causa da entrada de Okazaki, que deu mais velocidade e movimentação ao ataque japonês? De qualquer forma, os dois times foram pra frente, pois a vitória seria essencial para as chances de classificação das duas seleções.
 
Aos 35 minutos, Okazaki foi derrubado na área e o árbitro deu pênalti. Honda foi pra cobrança e chutou mal, quase no meio do gol, mas a bola passou bem no meio das pernas do goleiro e entrou. Com a Síria atacando desesperadamente e o Japão levando perigo em contra-ataques, a partida teve um final empolgante. Já aos 49 minutos, Okazaki foi derrubado na entrada da área por Sabagh, que levou cartão amarelo. Antes da cobrança, o sírio avançou da barreira, levou outro amarelo e foi expulso.

Aos 52 minutos, o juiz encerrou o jogo. Estranhamente, quando a Síria estava no ataque, perto da linha de fundo prestes a cruzar a bola na área.

Foi mais uma partida onde o Japão dominou um adversário mais fraco, mas desta vez a vitória veio, mesmo que de forma sofrida. No geral, foi uma performance melhor do que contra a Jordânia, o que mostra a evolução do time e deixa claro que não ter feito nenhum amistoso de preparação foi um erro. Erros bobos na defesa quase custaram a vitória. Outro ponto é no ataque: Maeda não mostrou nada em duas partidas, enquanto Okazaki entrou bem e deu outra dimensão ao ataque nipônico. Talvez seja hora de uma mudança, mesmo que Okazaki esteja mais familiarizado a jogar pelas pontas do que como centroavante. Seria possível um ataque com Kagawa, Honda, Matsui e Okazaki?